Apesar da China superaquecida, cotações próximas das máximas históricas e rumores sobre uma ingerência política no comando da companhia, nada abate as expectativas do mercado sobre o potencial de ganhos da Vale do Rio Doce, uma das melhores aplicações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no ano passado.
O mercado tem sido favorável à empresa brasileira. Dois fatores são determinantes: o aumento do preço do minério de ferro de quase US$ 200 a tonelada (a previsão é que ultrapasse isso) e a demanda chinesa aquecida, devem tornar os papéis da Vale um dos melhores investimentos nos próximos meses.
Apesar das medidas que poderão ser tomadas pelo governo chinês para desacelerar o crescimento do país e de pressões inflacionárias, elas não serão suficientes para que as siderúrgicas chinesas deixem de comprar da Vale.
O cenário é semelhante ao do ano passado, quando a Vale frequentou a carteira das corretoras em boa parte do ano. A mineradora exportou US$ 24 bilhões, aumento de 122% em relação ao ano anterior. O bom momento fez os papéis da companhia subirem 17,23% (PNAs) e 13,75% (ONs) em 2010.
É por isso que dez entre dez corretoras recomendam os papéis da Vale. Entre papéis preferenciais (PN, sem voto) e ordinários (ON, com voto), a mineradora aparece na carteira de janeiro de Ativa, Ágora, Banif, Planner, Socopa, XP Investimentos, Souza Barros, Spinelli, Link e Um Investimentos.










