Gestor responsável pelo investimento de R$ 400 milhões explica como agem os investidores realmente cautelosos

João Sandrini, de Exame.com

Quase todos os gestores de fundos de investimento têm o costume de se autoproclamarem conservadores ou cautelosos. É quase um código de conduta da função. Afinal, ninguém entregaria seu dinheiro a um profissional que promete investi-lo como um apostador de cassino. Mas poucos gestores possuem um discurso tão coerentemente cauteloso quanto Henry Gonzalez, sócio e chefe da área de investimentos da FRAM Capital, que administra cerca de 400 milhões de reais em 11 fundos. Em entrevista ao site EXAME, Gonzalez falou sobre seu estilo de investir. Os ensinamentos, no entanto, valem para qualquer investidor que tenha visão de longo prazo. Veja abaixo os principais trechos da conversa:

1 – Só troque a renda fixa pela bolsa se o potencial de ganho for alto. Eu só entro na bolsa se tiver a perspectiva de obter um retorno 5 pontos percentuais acima do que posso conseguir na renda fixa, onde o risco pode ser bem-calculado. No mercado acionário, qualquer investimento está sujeito a fortes oscilações. Se a bolsa cai 60% em um ano e um gestor entrega a seus clientes uma perda de só 50%, muita gente acha que ele fez seu trabalho direitinho. Eu acho que não. Acho que esse gestor deveria ter aconselhado o cliente a não investir em bolsa – mesmo que seu mandato só lhe permitisse comprar e vender ações. Pegando um caso bem real, hoje em dia é possível obter uma rentabilidade de 11% ao ano com títulos de renda fixa emitidos por empresas que apresentam boa capacidade de pagamento. Então eu só vou entrar na bolsa se achar que dá para ganhar ao menos 16% em um ano. Caso a expectativa de rendimento seja menor, eu fico de fora. E, especificamente neste momento, não estou muito otimista em relação a ganhar 16% com ações nos próximos 12 meses.

2 – Não tenha medo de perder uma oportunidade ou de parecer bobo. A maioria das pessoas que investe em bolsa parece ter muito mais medo de deixar uma oportunidade passar do que de perder dinheiro. Para mim, esses são investidores que têm medo de parecer bobos. Essas pessoas monitoram os fluxos de investimentos, sempre sabem onde está sendo aplicado o dinheiro e seguem esses movimentos de mercado quase que automaticamente. Quem investe dessa maneira é muitas vezes alertado que o pior pode estar para acontecer. Às vezes, os sinais do pior são visíveis. Quando justificava o excesso de crédito que levou à crise do subprime, o ex-presidente do Citigroup Charles Prince costumava dizer que “o banco dançaria enquanto a música estivesse tocando”. Deu no que deu. O Citigroup quase quebrou.

Neste exato momento, tem muita gente comprando bolsa com a tese de que as empresas de países emergentes serão negociadas com um prêmio em relação às dos países desenvolvidos. A bolsa brasileira não está barata, mas os investidores justificam suas posições com o potencial de crescimento dos emergentes. O problema é que eu sempre desconfio dos cenários que parecem promissores demais para o Brasil. Desde a criação da Bovespa, as ações das empresas brasileiras nunca foram negociadas com prêmio em relação às americanas. Note que eu não estou dizendo que isso não possa acontecer. Só acredito que essa seja uma tese de investimento de risco elevado. Mas essa não é a percepção generalizada do mercado. A maioria das pessoas prefere comprar bolsa quando todo mundo enxerga tudo azul à frente. Foi assim em 2008. O pior momento para comprar a bolsa brasileira foi quando o país recebeu o grau de investimento das agências internacionais de rating. Muita gente entrou naquela época – e o mercado local nunca retomou aqueles patamares. Já o melhor momento para comprar bolsa foi logo que o Plano Collor foi anunciado em 1990. Mas ninguém parecia disposto a investir em ações nesse momento.

3 – Escolha muito bem a hora de tomar risco. Eu costumo comparar o investimento em certos ativos com um vôo da Lloyd Aéreo Boliviano. Diante da necessidade de decidir entre comprar uma passagem de uma companhia aérea americana com uma boa reputação por 2.000 dólares e a de viajar o mesmo trecho em um avião da Lloyd por 1.000 dólares, muita gente não hesita em fazer a segunda opção. Para essas pessoas, o importante é economizar 1.000 dólares. Já em minha opinião, mesmo que o avião da Lloyd chegue intacto ao destino, a decisão correta seria a de comprar o bilhete de 2.000 dólares. Por quê? Porque esse é o tipo de risco que eu não quero correr. Então não vou me achar bobo por ter gastado mais que os outros. O que muitas vezes as pessoas não percebem é que existe a hora certa de tomar riscos. Quem investiu em imóveis há três anos em São Paulo ganhou muito dinheiro. Aquele era o momento certo de tomar risco, já que a possibilidade de perda era pequena e os preços ainda estavam muito baixos quando comparados aos de outros países. Não estou dizendo que quem investir agora não vai ganhar nada. Só não sei se o risco ainda vale a pena. O investimento em bolsa deve ser feito da mesma maneira.

4 – Procure sempre as empresas baratas. Em bolsa, o preço é muito mais importante do que a qualidade de uma empresa. Ninguém duvida da qualidade dos bancos brasileiros. Todos os sócios da FRAM Capital já trabalharam em algum momento no Santander. Alguns também conheceram por dentro outras instituições financeiras. Então sabemos como esses bancos são bem-administrados. Mas o que eu quero dizer é que isso não basta. Os grandes bancos são hoje negociados em bolsa por um valor equivalente a três vezes o patrimônio líquido. A rentabilidade dos bancos é muito boa quando comparada à das instituições estrangeiras. Tem banco que dá um retorno equivalente a 25% do patrimônio líquido, é difícil de achar isso fora do Brasil. O problema é que como o banco é negociado a três vezes o patrimônio em bolsa, o dividendo por ação não é tão interessante quanto parece e o potencial de valorização adicional desses papéis acaba sendo baixo. Outro exemplo é a Lojas Renner. É óbvio que a empresa vai se beneficiar do boom do consumo e da classe média brasileira. Mas eu não vou investir na Lojas Renner em um momento em que ela tem um valor de mercado que corresponde a um terço do da americana GAP [a maior varejista de roupas do mundo]. Muita coisa tem que sair conforme o esperado pelo mercado para que a Renner justifique esse valor. E talvez o risco de pagar para ver não valha a pena.

Neste momento, só vejo duas boas oportunidades na bolsa. No setor de telecomunicações, há preços interessantes [as ações da Brasil Telecom e da Oi estão entre as três maiores quedas do Ibovespa neste ano]. Dependendo de uma conclusão positiva da reorganização societária dessas empresas de telecom, há uma oportunidade de ganho com baixo risco de perda. Também olho com algum otimismo para o setor de energia, principalmente para as empresas que pagam bons dividendos, que foram um pouco esquecidas pelos investidores nos últimos meses. Mas eu não olho para fluxos na hora de investir. Eu vejo o risco de perder de dinheiro e o potencial de ganho e entro quando há uma assimetria.

5 – Não invista em setores historicamente problemáticos. Eu não tenho medo de parecer bobo por não tentar surfar no boom imobiliário brasileiro. No mundo inteiro, há muitas empresas de construção de casas populares. Mas nenhuma delas é centenária. Mesmo aquelas que muitos julgaram ser excelentes não resistiram em algum momento. Eu não estou dizendo que não dá para ganhar dinheiro com esse negócio. Mas acho que para um investidor de longo prazo, o risco elevado. A mesma coisa vale para as empresas aéreas. Na década de 60, havia um grande otimismo no mercado americano em relação a essas companhias. As projeções eram de que o setor aéreo dos EUA poderia crescer a taxas de 30% ou 40% ao ano por décadas. Ao final das contas, essas estimativas estavam certas e acabaram se concretizando. Mas, como investidor de longo prazo, praticamente ninguém ganhou dinheiro com as ações dessas empresas. Então esse é um negócio complicado. Exemplo semelhante são os frigoríficos brasileiros. E o mercado está comprando esses papéis por valores elevados neste momento.

6 – O Brasil é um ótimo lugar para investir em renda fixa. Não estou falando apenas dos juros altos. O Brasil já provou que é um pagador muito melhor do que as agências de rating dizem. Ninguém afirma que o Brasil é um pagador melhor que o México, mas eu acho que é. A sociedade brasileira já mostrou nos últimos anos que está disposta a honrar seus compromissos mesmo que para isso seja necessário cortar dinheiro da educação e da saúde. Olhe para a Grécia e vejam se eles aceitam isso. Se o governo alemão não tivesse ajudado, os gregos não teriam reconquistado a confiança do mercado. E o juro pago hoje pelos títulos gregos não reflete esse risco. Os gestores parecem achar que haverá ajuda à Grécia sempre. Eu não invisto com base nesse tipo de tese cínica. Prefiro investir em renda fixa no Brasil, onde dá para obter ótimos retornos, principalmente com títulos longos de empresas médias.

7 – Não aposte na queda ininterrupta do dólar. Os preços cobrados por bens e serviços no Brasil já se assemelham ou superam os internacionais. Então até onde a moeda americana pode cair? Não estou dizendo que chegar a 1,60 real em algum momento, mas qual é o potencial de ganho que eu tenho para montar uma posição vendida em dólar? E qual é o risco de que em algum momento a moeda venha a reagir? Então eu não vejo uma grande oportunidade no câmbio. Acho que o dólar atingiu o fundo do poço em 2008 e 2009, nos dois momentos em que a quebra do Citigroup parecia uma ameaça real. Acho difícil que a moeda americana perca mais valor do que naquele momento. Na verdade, pensando no comportamento mundial do câmbio, acho que a tendência do dólar é para cima. Por esse motivo, também não vejo o investimento em commodities com muito otimismo. Historicamente, se o dólar se aprecia, as commodities caem, e vice-versa. Neste momento, até existe a tese de que a China vai comprar todas as commodities que outros países possam produzir, e os preços se mantêm altos. Mas eu que cheguei a negociar um barril de petróleo por 10 dólares quando trabalhei na tesouraria do Santander vejo riscos de perda nesse mercado que não consigo ignorar.

São Paulo – A corretora XP, uma das mais populares entre as pessoas físicas brasileiras, apresentou sua carteira recomendada para investimentos em renda fixa no mês de setembro. Apesar de especializada no mercado de ações, a instituição considera o investimento em renda fixa uma forma interessante de diversificar a carteira e reduzir os riscos.

A XP não recomenda o investimento em renda fixa com prazo inferior a um mês, já que o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e o Imposto de Renda costumam corroer a maior parte dos ganhos.

Para aplicações de mais de um mês e menos de um semestre, a instituição considera que a combinação ideal seria de investir 20% dos recursos em CDBs (Certificados de Depósito Bancário), que são títulos emitidos por bancos para a captação de recursos. O ideal é que esses títulos paguem 100% do CDI (taxa de juros que costuma flutuar bem próxima à Selic) e tenham prazo de resgate de um mês a dois anos. O retorno médio desses papéis no último ano foi de 9,09%.

O restante dos recursos deve ser investido em LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), que são títulos emitidos por instituições financeiras e lastreados em hipotecas ou empréstimos para a compra de imóveis. Esses papéis devem ter vencimento em três meses a dois anos e taxa de retorno equivalente a 90% do CDI, mas com isenção de Imposto de Renda sobre os ganhos. Nos últimos 12 meses, esses papéis deram um retorno de 9,89%.

Para os investidores de médio prazo, que planejam deixar o dinheiro aplicado por entre 6 e 24 meses, a XP recomenda que só 40% dos recursos sejam investidos em LCIs com as mesmas características. Outros 30% da carteira devem ser aplicados em LTNs, que são títulos do Tesouro Nacional. Com vencimento em julho de 2012, esses papéis pagam um juro médio de 11% ao ano. Os últimos 30% devem ser investidos em títulos públicos federais indexados à inflação. A NTN-B com vencimento em agosto de 2012 paga juros equivalentes à inflação medida pelo IPCA mais 5,75% ao ano.

“Os títulos públicos federais são um ótimo investimento para quem busca segurança à medida que há poucas chances de o governo brasileiro não honrar seu pagamento”, diz a XP. “As NTN-Bs indexadas à inflação garantem a preservação do poder de compra mais juros com todas as vantagens de um título público.”

Por último, para o investidor de longo prazo (aplicação de mais de dois anos), a XP indica que 30% da carteira seja destinada à compra de debêntures (títulos emitidos por empresas) da Rota das Bandeiras (CBAN11), uma companhia do grupo Odebrecht. Esses papéis vencem em 2022 e pagam taxa igual ao IPCA mais 8,25% ao ano. “Não é fácil encontrar outro ativo com esta taxa e rating”, diz a XP.

Outros 30% da carteira devem ser aplicados em títulos emitidos pelo BNDES com vencimento em janeiro de 2013, o BNDES D41. Esses papéis rendem 11% ao ano e oferecem um risco também baixo. Por último, a XP recomenda o investimento o investimento de 40% dos recursos em um CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) que pague juros equivalentes ao IGP-M mais 7% ao ano. O inconveniente dessa aplicação é que ela é destinada a investidores qualificados – aqueles que possuem ao menos 300.000 reais em aplicações financeiras.

Fonte: Portal Exame

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Renda fixa versus Renda Variável

às 02/09/2010, em Mercado Financeiro, por EnsinaInvest
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Você possui um capital reserva e quer escolher a melhor maneira de aproveitar suas economias? Para isso, existe a possibilidade tanto de investir em renda fixa, como a poupança, que é um rendimento seguro, porém pouco rentável, quanto aplicar seus investimentos em renda variável.
Como o próprio nome diz, a renda variável, que pode ser investimentos em ações por meio da Bolsa de Valores, não te dá garantia de um rendimento fixo na hora do regaste. Por ser um investimento menos seguro e de maior risco, os ganhos podem ser muito maiores do que os da renda fixa.
Para investir na Bolsa de Valores, é importante conhecer o risco proveniente da renda variável e procurar obter o máximo de conhecimento do assunto. Visando a educação financeira de investidores e interessados em se inserir no mercado de ações, a EnsinaInvest  oferece cursos e treinamentos especializados para que você possa potencializar seus investimentos e maximizar seus lucros!
Com bom rendimento em longo prazo, a renda variável ultrapassa, e muito, a renda fixa. Para se ter uma idéia, desde julho de 2005 até este ano, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) se valorizou em 159%.
O investidor que optar pela renda fixa, por ser mais segura e ter uma remuneração mínima pode estar perdendo uma boa oportunidade!

Vinicius Baccili

Tenho 24 anos, R$ 20 mil na poupança e salário de R$ 2,4 mil bruto. Desse total, R$ 10 mil tenho interesse em aplicar em algo que me renda um pouco mais. Qual a sua indicação? Fundos multimercados são uma boa?

Fundos multimercados são interessantes para quem esteja disposto a correr um pouco mais de risco. O leitor deve refletir se aceita colocar 50% da poupança em algo mais arriscado. Esse tipo de fundo de investimento diversifica os recursos captados em vários mercados, desde renda fixa, pré ou pós-fixada, renda variável e até derivativos. Fundos como esses com estratégias de maior risco podem resultar em perdas e exigir aportes por parte dos cotistas. Assim, trata-se de uma opção de investimento para aqueles que tenham apetite a risco e objetivos de longo prazo. A dica é sempre buscar fundos com taxa de administração e performance mais baixas.

Quais setores tendem a se beneficiar mais com o atual desempenho da economia brasileira? Quais seriam, então, os setores com as melhores opções de ações na bolsa hoje?
O crescimento da economia brasileira tem vindo muito forte desde o último quadrimestre de 2009, graças à política fiscal praticada, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), aliadas as outras medidas monetárias, incentivaram o consumo das famílias. Este quadro nos traz a perspectiva de que, mesmo com a subida dos juros, o PIB crescerá de 7% a 8% em 2010. De modo geral, todos os setores se beneficiam com esse crescimento. No entanto, alguns setores poderão se destacar, como a construção civil e os setores ligados ao consumo.

Não entendo muito o mercado acionário, mas sempre vejo notícias que dizem que os rendimentos são bons. Fiquei sabendo que existem salas de ações para ajudar quem está começando. É uma boa opção?
O mercado de ações é uma boa opção de investimento para quem tem mais apetite para correr riscos e quando pensamos em prazos longos. Exige conhecimento mais consistente sobre investimentos e sobre o mercado. Além de demandar tempo do investidor na gestão de sua carteira. A gestão da própria carteira pelo home broker, ou mesmo pelo corretor, exige que você tenha conhecimento sobre gestão, diversificação, empresas, saiba dar ordens, acompanhe o mercado para saber momentos de entrada e de saída. Para aqueles que querem começar investir em ações, existem boas alternativas de cursos no mercado, algumas delas são à distância. Diversos sites mantêm orientações, dicas, cursos, manuais e simuladores que são muito úteis. Vale a pena serem testados. Uma boa dica é o site da BM&FBovespa.

Qual a diferença entre PGBL e VGBL?
A diferença básica entre o Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) e o Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL) é em referência à tributação. Quando você investe no PGBL, tem o benefício fiscal durante o período de acumulação de capital, de dedução do Imposto de Renda dos valores depositados de até 12% da receita bruta anual. Enquanto o VGBL não goza desse benefício tributário. Além disso, ambos os planos não são tributados durante o período de acumulação. Em contrapartida, no momento do resgate, o PGBL está sujeito a tributação sobre todo o valor (depositado mais rendimento), segundo tabela regressiva do IR conforme o prazo. Para o VGBL, a incidência tributária existe somente sobre o rendimento (ganho de capital) e não sobre os valores depositados. Assim, o PGBL é recomendado para pessoas que declaram o IR no modelo completo e o VGBL para quem declara no modelo simples ou são isentos.

As ações da Petrobrás estão cada vez mais baratas. É hora de comprá-las ou o risco é muito grande, uma vez que não sabemos quando a capitalização sairá? Li uma reportagem no “Estado” em que um especialista recomenda a compra de ações de empresas que prestam serviços à Petrobrás, pelo fato de haver menos risco e ao mesmo tempo a garantia da demanda. O que o sr. acha disso?
A compra de uma ação deve ser integrada à estratégia de gestão de sua carteira e não pode ser realizada com vistas a um único título. Primeiro devemos ter cuidado com a afirmação de que algo está barato. Estar barato ou caro é sempre em relação a um preço de referência e não significa que está barato em relação ao que valha realmente. O mercado está estabelecendo o preço da ação da Petrobrás no nível atual por causa de suas condições atuais e perspectivas futuras, inclusive as dificuldades em relação à sua capitalização. Na observação simples da evolução de preços da Petrobrás PN (PETR4), verifica-se que esta ação do início do ano até o dia 15 teve queda de 25,76%, enquanto o Ibovespa recuou 9,36%. Quanto a ações de empresas prestadoras de serviços à Petrobrás, lembre-se que elas dependem do próprio desempenho da Petrobrás.

FONTE: ESTADO DE SÃO PAULO – FÁBIO GALLO É PROFESSOR DE FINANÇAS DA FGV E DA PUC-SP

CVM vai flexibilizar regra para as letras

às 10/06/2010, em Anbid/Anbima/Ancor, por EnsinaInvest
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A letra financeira é uma espécie de debênture de banco, criada pela Medida Provisória 472, em dezembro do ano passado. O objetivo é permitir que as instituições captem recursos com títulos de prazos mais longos e possam conceder empréstimos também de longo prazo, voltados para investimentos, reduzindo a dependência do BNDES, única fonte de financiamento de longo prazo existente no país.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) já aprovou a criação da letra sem regulamentação adicional em caso de emissões privadas. Mas, em caso de oferta pública, a operação continua tendo de ser registrada na CVM.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) prepara uma revisão das normas de ofertas públicas para incluir as emissões de letras financeiras. A principal mudança deve ser a permissão para que os bancos de capital fechado, pequenos e médios, também possam oferecer os papéis aos investidores.

André Neves

O ano das debêntures

às 17/05/2010, em Mercado Financeiro, por EnsinaInvest
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O mercado das debêntures está atraindo diversos investidores e sua perspectiva para 2010 é de forte crescimento. No ano passado, as empresas captaram R$ 11 bilhões por meio de debêntures, este ano, até o final de abril, as debêntures emitidas já somam 14,7 bilhões.
Esta movimentação apenas reforça o cenário positivo para o mercado das debêntures. Nesse sentido, os investidores devem se atentar ao funcionamento desses papéis. De maneira geral, as debêntures são títulos de renda fixa, que funcionam como um empréstimo dado às empresas, com taxas muito mais atrativas para os investidores.
Porém, há alguns requisitos para ingressar nesse mercado, como ser um “investidor qualificado”, ou seja, ter um patrimônio mínimo de R$ 300 mil em investimentos. Os investidores ainda devem se atentar ao risco de variação da taxa de juros durante a vigência do papel, além de, caso o investidor deseje resgatar os recursos antes do vencimento, terá que arcar com uma taxa de deságio.
Seguindo essas considerações e estudando o potencial de crescimento de cada empresa para escolha do papel a ser emitido, essa modalidade pode ser uma excelente alternativa para diversificar seus investimentos de renda fixa.

Vinicius Baccili

O que são Debêntures?

às 14/05/2010, em Anbid/Anbima/Ancor, por EnsinaInvest
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São títulos de dívida de médio e longo prazo emitidos por empresas não financeiras de capital aberto para obter recursos no mercado. Os recursos obtidos com a emissão de debêntures podem ser utilizados para financiar as atividades da empresa, fazer aquisições, crescer organicamente ou quitar dívidas. Apesar de serem classificadas como títulos de renda fixa – pois prometem ao comprador uma remuneração certa, num prazo determinado, por meio do recebimento de juros periódicos e reembolso do capital -, as debêntures podem ter características de renda variável, como prêmios, participação nos lucros e a conversibilidade em ações da empresa.

André Neves

ETFs têm custos mais baixos

às 13/05/2010, em Mercado Financeiro, por EnsinaInvest
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Quanto, realmente, o investidor vai lucrar com aquilo que investiu após determinado período? Essa questão está em evidência pelas inúmeras taxas e tributos que estão sendo cobrados do seu investimento, reduzindo seus ganhos líquidos.
Para assegurar uma maior rentabilidade de seus recursos, o investidor deve se atentar às taxas a serem debitadas e por todos os custos de operação e administração dos seus investimentos, já que, no longo prazo, as taxas de administração, expressa em uma base anual, podem fazer grande diferença e reduzir de forma substancial os seus ganhos.
Dessa forma, o investidor possui a opção de investir em fundos de renda fixa, que como já foi dito aqui, possui uma taxa de administração mais baixa, mas também os ganhos são  reduzidos; e os fundos de renda variável, pra quem quer aplicar seus recursos no mercado de ações.
Nesta opção, o investidor pode se deparar com uma ferramenta pouco explorada no mercado brasileiro, que são os ETFs (Exchange Traded Funds), que são fundos de investimentos cujas cotas você pode adquirir como se fosse ações. Combinam diversificação dos fundos de ações e a facilidade de negociação das ações, com a vantagem de custos, já que suas taxas de administração variam de 0, 054% até no máximo 0,69%.
Além de apresentarem melhor resultado no longo prazo, esses fundos de ações são isentos de pagamento de imposto de renda para negociações de até R$ 20 mil por mês. Com isso, mais uma pergunta entra em questão: Porque esses fundos ainda são pouco explorados no mercado brasileiro? Já que apenas 16% das pessoas físicas participam de seu volume de negociação ao passo que no mercado externo participam de cerca de 50% desses fundos. Acredito que seja seu surgimento recente em nosso mercado, além da falta de interesse por parte dos grandes bancos de varejo em oferecer esses produtos diferenciados a seus clientes, com receio de perder a polpuda renda obtida por seus próprios fundos, com taxas de administração muito mais salgadas, entre 2% a 4% ao ano.

 Vinicius Baccili

A renda variável tem ganhado espaço nos últimos anos entre os investidores, porém, a renda fixa continua liderando o segmento de fundos de investimentos.
Por se apoiar na previsibilidade e na segurança, os fundos de renda fixa são os preferidos de investidores e representam quase 30% da indústria de fundos brasileira.
Por esse motivo, muitos acham que os fundos de renda fixa atendem somente um perfil conservador de investimento. Em contrapartida, analistas recomendam sempre manter uma parte significativa do patrimônio na renda fixa, visto que o fundo permite o resgate de recursos com facilidade.
Nesta vertente, outra vantagem dos fundos de renda fixa são as baixas taxas de administração, com uma média de 1,15%. Aliado à queda da taxa Selic, atingindo patamares históricos em 2009, a rentabilidade do fundo aumentou em virtude da isenção a qualquer tipo de tributação.
Vale lembrar que, mesmo que seja seguro investir em fundos com renda fixa, a sua rentabilidade não chega  nem perto do que pode alcançar um investimento em fundos de renda variável.

Vinicius Baccili

05 maneiras de investir na crise grega

às 12/05/2010, em Mercado Financeiro, por EnsinaInvest
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Com a má situação da Grécia e a instabilidade da zona do euro, muitos estão especulando até onde essa crise pode chegar. Investidores estão em alerta para se proteger e tirar vantagem com a crise européia. Para facilitar sua vida, estamos postando 05 maneiras de se precaver com o momento instável do mercado:

  1. Vender ações das empresas mais afetadas com a crise européia e comprar papéis que distribuem bons dividendos pode ser uma boa pedida. Empresas de telefonia fixa, bens de consumo não duráveis e energia se tornam bastante atrativas, já que são ações defensivas e distribuem fartos dividendos.
  2. Fazer hedge com opções ou contratos futuros também pode ser uma maneira de se proteger da crise, porém é preciso ter cuidado e conhecimento ao optar por essa ferramenta. O mais indicado é consultar uma corretora ou um assessor financeiro que tenha experiência e conhecimento no assunto.
  3. Investir e não se preocupar para que lado a bolsa vá é muito vantajoso em momentos de instabilidade do mercado. Os fundos quantitativos (trading systems) que seguem tendência dão a oportunidade do “gestor usar contratos futuros para operar vendido caso haja tendência de valorização ou para ficar comprado caso o viés seja de alta”.
  4. O investidor que apostar que o mercado reverta para uma tendência de queda em breve, tem a opção de alugar ações, ou seja, o investidor alugará as ações que lhe interessa, venderá no mercado e depois recomprará no futuro a um preço mais baixo – isso, caso a reversão da tendência se confirme.
  5. Se o investidor deseja adotar uma estratégia mais radical e reduzir os riscos e lucros, basta apostar nos fundos de renda fixa ou DI. Essa opção é recomendada pra quem vai precisar do dinheiro em breve, já para os que pensam em longo prazo, é mais rentável continuar na bolsa, considerando que a economia brasileira continua bem-protegida às turbulências externas.

Fonte: Portal Exame

Vinicius Baccili