Quando falamos em investimentos, logo pensamos em abrir uma poupança, pois dizem ser o investimento mais seguro e rentável disponível.

Será?

A poupança, pelo contrário do que muitos dizem, é o investimento que menos rende. Tanto os investimentos em juros quanto a Bolsa de Valores, costumam render cerca de 10% acima da inflação. Já a poupança, mal consegue render acima da inflação.

Segundo o analista Raphael Cordeiro, considerando que a poupança ganhe 7% ao ano, o rendimento em cima de R$ 10 mil, será de R$ 700.

Se o investidor aplicar esses R$ 10 mil em um CDB (Certificado de Depósito Bancário) que renda 85% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), e o CDI estiver rendendo 8,5%, já deduzindo o Imposto de Renda, o investidor vai receber aproximadamente R$ 20 a mais que a poupança.

E agora, por qual optar?

Independente qual for sua escolha, convenhamos que a melhor forma de aprender a investir em ações ou aplicar seu dinheiro, é com profissionais e empresas qualificadas.

#FicaDica

Mercado de renda fixa acredita que o governo da presidente Dilma Rousseff vai fazer uma redução suficiente nos gastos para frear a inflação

Exame.com

Operadores de renda fixa estão cortando suas apostas de alta do juro básico no ritmo mais forte em seis semanas, diante de especulações de que o governo da presidente Dilma Rousseff vai fazer uma redução suficiente nos gastos para frear a inflação.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro com vencimento em janeiro de 2017 despencou 25 pontos-base ontem, levando à maior redução na diferença em relação aos contratos com vencimento em 2012 desde 22 de dezembro, segundo dados compilados pela Bloomberg. Em 7 de fevereiro, a diferença era de 45 pontos-base, a maior em quase três meses.

Os operadores estão revertendo apostas anteriores de que Dilma não conseguirá fazer um corte no orçamento capaz de ajudar o Banco Central a levar a inflação anual dos 6 por cento apurados em janeiro para 4,5 por cento, o centro da meta do governo. O déficit no orçamento passou de 2 por cento do Produto Interno Bruto em dezembro de 2008 para 2,6 por cento no ano passado, depois que o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou os gastos e reduziu impostos para estimular o crescimento da economia durante a recessão mundial.

“A curva está despencando”, disse Siobhan Morden, estrategista-chefe para a América Latina no RBS Securities Inc. “Qualquer ganho subsequente depende da qualidade do ajuste. Quando o pacote for anunciado, é preciso que seja ainda maior e melhor que o esperado.”

O rendimento das Notas do Tesouro Nacional série F com vencimento em 2021 caiu 25 pontos-base, ou 0,25 ponto percentual, para 12,73 por cento, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. O rendimento da dívida colombiana com vencimento em 2021 subiu 12 pontos-base, enquanto a taxa dos títulos mexicanos subiu seis pontos-base.

‘Rally frágil’

O governo está discutindo um corte entre R$ 40 bilhões e R$ 50 bilhões no orçamento, que deve ser anunciado amanhã, segundo o colunista Guilherme Barros, do portal IG, sem citar a fonte da informação.

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse em 28 de janeiro que o governo vai anunciar o corte do orçamento de 2011 entre amanhã e sábado. O BC e o Ministério da Fazenda se recusaram a fazer comentários para esta reportagem por meio de comunicados por e-mail. A assessoria de imprensa da Presidência da República também não quis comentar.

Um corte de R$ 50 bilhões no orçamento seria equivalente a 1,5 por cento do PIB, de acordo com David Beker, estrategista- chefe para a América Latina do Bank of America Corp. em Nova York.

“Há muitas expectativas em relação ao anúncio fiscal”, disse Becker em entrevista por telefone. “É um rally frágil. Qualquer coisa acima de R$ 40 bilhões será bem recebida pelo mercado. Dilma sabe o que ela tem que fazer. É uma questão de vontade de fazer.”

Prespectiva de juros

Um corte equivalente a 1 por cento do PIB reduziria a inflação em 0,32 ponto percentual, de acordo com a estimativa mediana de economistas que participaram de uma pesquisa do BC publicada em 8 de novembro.

No mês passado, o Comitê de Política Monetária elevou a taxa básica pela primeira vez desde julho, de 10,75 por cento para 11,25 por cento. Os contratos de juros futuros indicam que o BC vai aumentar a Selic em outros 175 pontos-base para terminar o ano em 13 por cento, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

“Um ajuste fiscal factível melhoraria a credibilidade do Banco Central e validaria este ciclo de aumento de juros moderado, e por consequência, reduziria o prêmio de risco ao longo da curva”, disse Morden, do RBS.

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Denyse Godoy, Seu Dinheiro

Para entrar na Bolsa de Valores, é preciso abrir conta em uma corretora, a qual tem como função formalizar as ordens de compra e venda de papeis, atuando como intermediária entre as pessoas físicas e a BM&FBovespa.

Com o crescimento do número de interessados em colocar uma parte do seu patrimônio no mercado acionário, aumentou também a concorrência entre as instituições financeiras, que agora têm feito campanhas de várias maneiras para atrair novos clientes.

Mas o investidor deve fazer uma pesquisa e analisar as diversas opções antes de escolher o seu parceiro de negócios.

No que diz respeito à tecnologia disponível para transações, as corretoras se parecem bastante, é verdade. A diferença, porém, reside em um detalhe essencial para quem deseja aplicar na Bolsa e não é especialista: a assistência oferecida.

“A educação financeira está no centro do apoio que é preciso oferecer ao iniciante”, explica Manuel Lois, diretor da corretora Spinelli.

Muitas vezes, é a simples curiosidade que leva o investidor à Bolsa. E, se ele não tiver um propósito firme para guardar o dinheiro e não entender bem os riscos que corre, pode ter surpresas ruins e acabar abandonando, traumatizado, essa modalidade de aplicação.

Igualmente importante é o contato com os consultores da corretora. Mesmo utilizando o “home broker” (ferramenta que permite realizar operações pela internet), é essencial poder contar com a assessoria de especialistas que acompanhem os movimentos do mercado e orientem sobre a melhor hora de adquirir uma ação ou se desfazer dela. De tempos em tempos, os analistas costumam enviar relatórios dedicados a empresas e papeis específicos, assim como sobre as condições gerais da economia do país.

“O investidor deve conhecer bem a corretora e até encontrar pessoalmente, sempre que desejar, os profissionais responsáveis por assessorá-lo. A corretora, por sua vez, também tem que saber quais são os objetivos e limites do investidor”, diz Marcos Martins, diretor executivo da gestora de recursos Latinvest.

A fim de fortalecer esse vínculo, algumas instituições realizam palestras e workshops periodicamente e abrem, ainda, salas especiais nos seus escritórios para que os clientes possam usar a sua estrutura de computadores, telefones e terminais de cotações e notícias para fazer os seus lances.

Conheça os serviços oferecidos pela corretora XP Investimentos, a maior corretora independente do Brasil, em parceria com a EnsinaInvest.

Bolsa espera que nova taxa substitua o uso do Certificado de Depósito Interbancário no mercado de renda-fixa

Exame.com

A BM&FBovespa SA vai iniciar a divulgação diária, no início de janeiro, da versão brasileira da taxa interbancária de Londres da Associação Britânica dos Bancos, conhecida como Libor. A taxa vai estabelecer uma nova referência para o mercado de renda-fixa e deve tomar parte do espaço hoje ocupado pelo Certificado de Depósito Interbancário.

“Vamos ajudar a desenvolver o mercado secundário alongando os prazos”, disse o diretor de Renda Fixa e Câmbio da BM&FBovespa, Sérgio Goldenstein.

As novas taxas terão prazo de três e seis meses e serão derivadas da curva de contratos futuros de Depósito Interfinanceiro, disse ele em entrevista telefônica ontem de São Paulo. Haverá posteriormente uma taxa para doze meses.

A criação de uma nova referência de juro flutuante, parte do pacote anunciado semana passada para estimular o financiamento privado de longo prazo, tem como objetivo romper com a cultura do CDI, herança do período da hiperinflação. Segundo Goldenstein, a vinculação a uma referência de curtíssimo prazo como o CDI prejudica o desenvolvimento do mercado de títulos. O Certificado de Depósito Interbancário é usado pelos bancos para repassarem dinheiro diariamente entre si.

A BM&F está em fase final de definição da metodologia para calcular as novas taxas por meio de interpolação da curva de DI, de acordo com Goldenstein.

‘Ótimo sinal’

O primeiro passo para substituir o CDI em emissões a taxa flutuante foi a colocação, na semana passada, de R$ 1 bilhão de debêntures do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social remuneradas por um spread fixo sobre a curva de DI a cada três meses.

A demanda pelos papeis chegou a R$ 3 bilhões, um “ótimo sinal” sobre o interesse por uma referência de juro mais longa que o CDI, disse Goldenstein.

Nos títulos públicos, há quase R$ 1 trilhão de papéis ligados à taxa Selic considerando operações de emissão da dívida do Tesouro e as operações compromissadas do Banco Central, segundo Goldenstein.

“No mercado de títulos privados, essa indexação ao DI é muito maior”, disse ele. “Romper com essa cultura é um processo gradual.”

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Toni Sciarretta, Folha.com

O pacote de estímulo ao financiamento de longo prazo, que zera o Imposto de Renda para papéis que financiarem obras de infraestrutura, abrirá ao pequeno investidor uma oportunidade de aplicação com ganhos superiores aos pagos pela dívida do governo, que compõem a maioria dos fundos em renda fixa.

Como são papéis de empresas, os juros serão sempre superiores aos da dívida pública, considerado o menor risco de quebra no país.

Já o risco da operação poderá não ser tão superior assim, uma vez que esses papéis passarão pelo crivo do governo e do BNDES.

As últimas debêntures (papéis de dívida privada que rendem juro) de três anos do BNDESPar, lançadas na semana passada, por exemplo, saíram a 12,5% ao ano — acima da Selic (10,75%).

A expectativa é que os futuros papéis de infraestrutura tenham taxas superiores também às pagas pelas debêntures do BNDESpar.

DIFICULDADES

O ponto negativo é a dificuldade de vender esses papéis antes do vencimento, apesar de o próprio BNDES trabalhar para facilitar a “revenda”.

“O risco é até baixo, mas a liquidez desses papéis é apenas uma promessa. O BNDES já mentiu sobre isso na emissão de suas próprias debêntures”, disse Ricardo Almeida, professor de finanças do Insper, referindo-se à baixa liquidez das debêntures do banco de investimento.

Segundo Fabio Colombo, administrador de investimentos pessoais, há dúvidas se os atuais fundos de investimento poderão comprar esses papéis e repassar o benefício fiscal ao cotista.

Isso porque a Receita obriga o recolhimento de IR na fonte a cada seis meses, o chamado “come-cotas”.

“Da maneira que estão estruturados hoje, os fundos provavelmente não vão conseguir aproveitar isso. Talvez tenham que ser criados outros fundos. Precisamos ver a regulamentação dessas medidas”, disse Colombo.

Para ele, os novos papéis de infraestrutura não devem competir com investimentos mais simples, como a poupança e os fundos de investimento. O maior concorrente será o Tesouro Direto, site do governo para venda de papéis públicos.

“Não se pode esquecer que há, sim, risco de crédito [calote]. Tem que estar bem informado. E isso é complicado para pessoas que aplicam em fundos normais.”

Governo anunciou o incentivo tributário para investimentos em debêntures de empresas que vão investir em infraestrutura nos próximos anos; vale a pena apostar nesses papéis no longo prazo

Marcela Ayres, de Exame.com

Se a tarefa de financiar os investimentos de longo prazo foi quase integralmente assumida pelo BNDES nos últimos anos, agora o governo aposta suas fichas no setor privado para aumentar o nível de investimento em infraestrutura sem sobrecarregar o já combalido orçamento. Com esse objetivo, as empresas emitirão papéis para financiar grandes projetos. E quem investir nesses títulos vai contar com a extinção total de imposto de renda sobre os rendimentos entregues. Hoje, a alíquota vai de 22,5% a 15%, diminuindo à medida que se alarga o horizonte da aplicação.

“No longo prazo, essa é uma diferença e tanto”, sustenta o professor de finanças Ricardo Almeida, do Insper. Para ele, é provável que as debêntures paguem juros ligeiramente superiores aos dos títulos do governo federal, tradicionalmente enxergados como os mais seguros do mercado. Isso porque quanto maior o risco de crédito da empresa, maior o spread. Nesse caso, entretanto, o risco deve diminuir devido ao interesse direto do governo na execução da obra. “Os recursos do BNDES devem ser usados para fazê-la sair se isso for extremamente necessário”, diz Almeida. Por isso, acredita ele, quem tem um colchão para aposentadoria em títulos públicos indexados à inflação pode fazer o mesmo com as debêntures, com o trunfo de não arcar com a mordida do Leão na hora do vencimento dos papéis.

O benefício da isenção se estende aos estrangeiros, que também verão o imposto cair para zero. Os encargos tributários para as pessoas jurídicas, por sua vez, vão encolher de 34% para 15%. No entanto, esses papéis devem ter “duration” de quatro anos. Na prática, isso significa um prazo de vencimento de no mínimo seis anos. Os projetos de infraestrutura necessariamente terão que ser submetidos e aprovados pelo governo, e o valor da emissão realizada pelas empresas deverá ser limitado ao custo da obra em questão. Outra ressalva é que os papéis não poderão ser recomprados nos dois primeiros anos, e o indexador só poderá ser um índice de preços ou uma taxa fixa.

Para o professor Ricardo Almeida, essa não deixa de ser uma vantagem. “O brasileiro gosta de investir em aplicações que acompanham o CDI, porque sempre confiou que quando houvesse ameaça de inflação, o governo ia subir a Selic”, afirma. Como o CDI acompanha a taxa básica de juros e reflete essas expectativas, não haveria porque apostar em papéis atrelados ao IPCA, por exemplo. Mas, segundo Almeida, isso valia até o percentual do crédito não representar uma parcela tão significativa do PIB – a proporção que era de 23% em 2002, já bate hoje em 47%. “Nas últimas reuniões do Copom, o governo já deu sinais que pretende controlar a inflação com outros instrumentos, manipulando o compulsório e aplicando a tributação diferenciada por prazos”, emenda. “Portanto, o investidor que busca proteger seu patrimônio terá que aprender a usar título indexado à inflação daqui pra frente”. (mais…)

GAP Asset Management gosta de OGX, bancos, Hering e Vale; Grau Gestão de Ativos não indica títulos ligados à inflação

João Sandrini, de EXAME.com

O endividamento dos países europeus, a inflação na China e a alta dos juros no Brasil se revezaram entre os temas que mais atraíram a atenção do mercado durante o ano de 2010. Como esses problemas continuam por aí, é impossível planejar investimentos para o próximo ano sem continuar de olho neles. Para tratar sobre o cenário econômico que se avizinha e seu impacto nos mercados, EXAME.com conversou com os sócios de duas gestoras brasileiras de recursos: José Eduardo Louzada de Araujo, da carioca GAP Asset Management, que administra 3,5 bilhões de reais distribuídos em 12 fundos; e Jorge Dib e Augusto Videira, da paulista Grau Gestão de Ativos, que investe 250 milhões em fundos multimercados. É consenso entre os gestores que ficou muito difícil prever o que acontecerá na China e na Europa após um ano tão turbulento quanto 2010. Os países ainda não resolveram os problemas de inflação e endividamento, respectivamente, e o mercado pode voltar a se assustar se os dados por vir não forem favoráveis. Em relação ao Brasil, a avaliação das duas casas é que o novo governo pode até tentar fazer algo diferente na política monetária, mas não cometerá o erro de deixar de ser duro com a inflação. (mais…)

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Saiba como maximizar o retorno da sua aplicação independente de ter um perfil moderado ou agressivo

Marcela Ayres, de Exame.com

A ideia de ver uma aplicação dobrar de tamanho mexe com a cabeça de quem poupa mensalmente para formar um colchão robusto lá na frente. Medida concreta de que os investimentos vão bem, obrigado, a duplicação dessa reserva é o que motiva muita gente a optar por alternativas excessivamente arriscadas. Seja qual for o seu perfil, fique por dentro de cinco estratégias para turbinar a poupança sem entrar em uma furada a partir das sugestões do site americano Investopedia.

1. O jeito clássico
Apontado por muitos como uma das maneiras mais fáceis de dobrar o investimento em um período razoável de tempo, um portfólio de ações com grandes e reconhecidas empresas é a escolha de muita gente para ganhar dinheiro. A despeito da aplicação não dobrar de tamanho em um ano, é quase certo que será possível atingir a façanha em algum momento. A regra do 72 é uma boa medida para calcular em quanto tempo isso deve acontecer. Divida este o número pela rentabilidade anual entregue pelos seus investimentos. O resultado dará o número de anos necessários para ver a bolada dobrar. Assim, com um retorno de 18% ao ano, o patrimônio deve ser duplicado em quatro anos (72 / 18 = 4). Levantamento da corretora TOV mostra que no longo prazo as ações são mesmo a modalidade mais lucrativa do mercado. E a performance das grandes empresas e suas blue chips provam o porquê. Até abril, o Ibovespa, principal índice da bolsa, apresentou um rendimento médio de 31,28% ao ano, considerados para o cálculo os seus 42 anos de existência. É verdade que o rendimento não é linear: foram 26 anos de alta e 16 anos de baixa. Ainda assim, se o horizonte é de longo prazo, as chances de sair da aplicação com um bom lucro não devem ser desprezadas.

2. O jeito com hora certa
Da mesma forma que grandes ídolos passam por crises quando muitos de seus fãs lhes dão as costas, o preço das ações de companhias que outrora ocupavam o posto de vedetes ocasionalmente descem ladeira abaixo devido às oscilações do mercado. Quando rumores disseminam o pânico, investidores mais afoitos não hesitam em se desfazer daqueles papéis que estão levando uma surra. A hora, então, é de ir às compras: as ações caem tanto que ficam abaixo do chamado “preço justo”, aquele nível que faz jus aos verdadeiros fundamentos da companhia. Logo, o iminente potencial de alta torna o investimento bastante atraente. Um barômetro para medir o quanto uma ação pode estar descontada é usar a relação entre o preço do papel sobre o retorno que ele entrega. Assim, quando esse valor estaciona abaixo de médias históricas já cravadas no passado, investidores inteligentes farejam uma boa oportunidade de dobrar o dinheiro em menos tempo.

3. O jeito seguro
Para quem tem medo da bolsa e do vai e vem dos mercados, o investimento em títulos públicos é uma excelente saída para ganhar dinheiro de maneira segura e rentável. Essa é, aliás, a motivação dos grandes investidores de fora, que tomam dinheiro emprestado a baixíssimas taxas de juros nos seus países de origem. Eles aplicam esse montante nos papéis do governo brasileiro e levam para casa um retorno que chega a bater na casa dos dois dígitos. Como o risco de inadimplência está associado à quebra do país, o bom momento vivido pela economia afasta essa possibilidade e atrai levas de estrangeiros, que lucram sem qualquer esforço. Para entrar nesse time, os pequenos investidores não podem contar com a ajuda de empréstimos, que, no Brasil, são caríssimos. Mas podem comprar esses papéis via Tesouro Direto e obter um bom lucro. É possível aplicar em títulos da renda fixa prefixados, indexados à inflação ou à taxa Selic. Para se ter uma ideia, nos últimos 12 meses os títulos prefixados renderam uma média de 12,11%. O percentual foi de 16,31% para os papéis indexados à Selic e 18,18% para aqueles atrelados ao IGP-M. Vale lembrar que os horizontes de investimento são muitos e vão de semestres a 35 anos. Outro atrativo são as baixas taxas de administração e custódia. A liquidez também é garantida pelo Tesouro Nacional, que recompra os títulos todas as quartas-feiras.

4. O jeito especulativo
Enquanto devagar e sempre é o lema de muitos investidores, há quem se situe na outra ponta da cadeia e opte pela emoção. Para essas pessoas, a maneira mais rápida de engordar a conta bancária está no uso de ferramentas mais sofisticadas para operar no mercado de ações. Dentre as mais populares, estão as opções de ações, que garantem aos seus titulares o direito de comprar ou vender papéis em uma determinada data e a um valor previamente estabelecido. Quem tiver comprado uma opção de compra a 20 reais, por exemplo, poderá adquirir o papel a esse valor mesmo que ele esteja valendo 30 reais na data do vencimento.

5. O melhor jeito
Diante do modesto teto da aposentadoria do INSS, muitas empresas oferecem planos de previdência complementar para os funcionários incrementarem sua poupança para o futuro. O grande diferencial está no benefício, ofertado por muitas delas, de contribuir com essa reserva adicionando um percentual daquilo que o trabalhador investir. Em algumas empresas, essa contrapartida é de 100% do que o funcionário poupar. Assim, quem destinar 400 reais por mês ao plano de previdência, ganhará outros 400 da empresa e verá o patrimônio imediatamente dobrar mês a mês, fora os juros que a aplicação “conjunta” renderá. Como essa é uma política de retenção de talentos, é de praxe que o dinheiro só possa ser sacado depois de um determinado tempo. Se o funcionário sair da empresa antes disso, ele deverá levar apenas o que poupou individualmente. Mas ainda que a perspectiva seja de longo prazo ou que a empresa não coloque 100%, mas apenas 10% desse valor, quem aderir ao plano certamente estará fazendo um bom negócio.

Analistas do BTG Pactual dizem como avaliar se o investimento em um desses fundos vale ou não a pena

João Sandrini, de EXAME.com

Os fundos imobiliários são uma opção interessante de obter uma rentabilidade um pouco maior que a da renda fixa sem assumir um risco tão alto quanto o da bolsa. O país passa por um boom imobiliário, gerado por uma combinação de juros em um patamar historicamente baixo, inflação sob controle, aumento da renda e da mobilidade social, incentivos governamentais para a compra de imóveis e déficit habitacional alto. Paradoxalmente, os fundos imobiliários ainda atraem um número muito restrito de investidores no Brasil. A maior parte deles são clientes de private banks – que geralmente possuem um patrimônio financeiro superior a 1 milhão de reais. O aumento da participação dos investidores de varejo esbarra principalmente na dificuldade para a escolha de um fundo imobiliário. O mercado ainda não amadureceu, é acompanhado por um número pequeno de pessoas e há poucos especialistas aptos a dar aconselhamento aos investidores.

Há algumas semanas, o banco BTG Pactual jogou um pouco de luz nesse porão ao divulgar o relatório “Entendendo os fundos de investimento imobiliário”. Em 24 páginas, os analistas Alexandre Muller, Monica Ferri e Rodrigo Monteiro explicam os aspectos que devem ser analisadas pelo investidor antes de investir em um fundo imobiliário. Com a expectativa de forte crescimento na oferta de quotas e de entrada de novas instituições financeiras nesse segmento, fazer o dever de casa e estudar as características de cada fundo tornou-se tão importante quanto analisar em profundidade determinada empresa antes de investir em suas ações. Veja a seguir 13 passos para escolher o melhor fundo: (mais…)

As aplicações em renda fixa são boas alternativas de investimentos, pois ajudam na manutenção de patrimônio e permitem uma diversificação de sua carteira.
As aplicações em renda fixa consistem simplesmente na aquisição de títulos (públicos ou privados) que, para períodos pré-determinados, pagam taxas pré ou pós-fixadas. Na taxa pré-fixada, você já sabe quanto irá receber num período predeterminado.

Já na pós-fixada, o título acompanha determinado índice (IGP-M, SELIC, CDI ou outro índice) até a data de vencimento. Diz-se que a taxa é pós-fixada porque tais índices oscilam (ou podem oscilar) ao longo do tempo.
Para investimentos em renda fixa o prazo adequado mínimo deve ser de um mês, abaixo disso temos o IOF, que é regressivo e que inibe aplicações de prazo muito curto.

Abaixo, a EnsinaInvest, em parceria com a XP Investimentos, recomenda uma carteira de renda fixa para o mês de outubro, com opções para curto, médio e longo prazo, dependendo do perfil de cada investidor.

Analista Responsável
André Ruz Neves. Graduado em Ciências Sociais e Mestre em Sociologia, ambos pela USP, agente autônomo de investimentos, analista e consultor de valores mobiliários credenciado pela CVM. Possui a Certificação profissional ANBIMA, série 20 (CPA-20) e o Certificado Nacional do Profissional de Investimentos – Analista Técnico (CNPI-T) da APIMEC. (mais…)