Ofertas de ações podem levantar mais de R$50 bi em 2011

às 26/01/2011, em IPO, por andreruzneves
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Segundo o JP Morgan, há pelo menos 50 bilhões de dólares (85 bilhões de reais) em demanda de investidores por ações de empresas latinoamericanas

Exame.com

A fila de ofertas de ações de empresas brasileiras nas próximas semanas vai se estender pelos próximos meses, movimentando cerca de 50 bilhões de reais em 2011, segundo os bancos líderes no setor.

“Sem contar os ‘jumbo deals’, pode ter uns 30 bilhões de dólares, com 30 a 40 ofertas”, diz Fabio Nazari, chefe da área de mercado capitais do BTG Pactual, o líder do setor.

O JP Morgan vai ainda mais longe. Segundo o banco, há pelo menos 50 bilhões de dólares (85 bilhões de reais) em demanda de investidores por ações de empresas latinoamericanas em ofertas este ano, sendo que parte importante dessa quantia é dedicada ao Brasil. Segundo o banco, as operações da região que já estão ‘na rua’ não consomem nem 15 por cento desse total.

O apetite dos investidores globais por rentabilidade e a expectativa de que o Brasil tenha crescimento econômico forte por vários anos são o pano de fundo desse cenário.

Atualmente, há 14 pedidos de registro em análise na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Destas, sete já estão com cronograma definido. A primeira é a empresa do setor têxtil Arezzo, que vai para sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). O período de reservas começou na semana passada.

Nesta segunda foi dada a partida para os interessados em participar do IPO da varejista Sonae Sierra. Na quarta-feira será a vez do follow on (operação de empresa já listada) da construtora Tecnisa e da produtora de refratários Magnesita, além do IPO do braço de petróleo da Queiroz Galvão. No dia seguinte começam as reservas para a oferta subsequente da construtora Direcional.

Em 2010, num ano atípico pela gigantesca oferta de cerca de 120 bilhões de reais da Petrobras, operações de empresas domésticas levantaram 152 bilhões de reais, ou 97 por cento do volume obtido com ofertas de ações na região.

Para especialistas, algumas empresas que tinham planos de vender ações no ano passado preferiram não correr o risco de disputar investidores com a Petrobras, especialmente num momento pouco amistoso do mercado, às voltas com a crise de dívidas soberanas na zona do euro.

Agora, passados os extremos da euforia de 2007, quando mais de 70 empresas foram ao mercado acionário buscar recursos, e de movimento fraco de meados de 2008 a 2010 (novamente, exceto Petrobras), especialistas avaliam que o mercado doméstico está pronto para crescer de forma mais consistente.

“Há uma postura mais seletiva, um amadurecimento, tanto dos investidores, quanto das companhias”, diz o responsável pela área de banco de investimento do Credit Suisse, Allan Liebman.

Em outra frente, o gradual arrefecimento dos riscos de uma volta dos Estados Unidos à recessão, enquanto União Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI) costuram uma solução de mais longo prazo para a crise de dívida soberana da região, podem amenizar os principais riscos globais do médio prazo.

Para os profissionais da área, as grandes necessidades de investimentos em infraestrutura e a expectativa de extensão de vários setores ligados a consumo doméstico devem fazer os dois segmentos serem os mais frequentes na agenda de ofertas nos próximos meses.

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A emissão recorde de US$ 6 bilhões levou à maior desvalorização em 10 semanas nos títulos da Petrobras

Exame.com

A emissão recorde da Petróleo Brasileiro SA de US$ 6 bilhões em dívida levou à maior desvalorização em 10 semanas nos títulos da estatal, depois de gerar um excesso de papéis no mercado.

Os títulos em dólar da Petrobras com vencimento em 2020 perderam 2,5 pontos do valor de face, elevando o rendimento em 34 pontos-base na última semana, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. Nos cinco dias anteriores à venda de US$ 6 bilhões em bônus pela General Electric Capital Corp., em 4 de janeiro, o rendimento dos títulos da empresa americana com vencimento em 2015 caiu 25 pontos-base. As duas ofertas foram as maiores no mercado americano em 11 meses.

Jeremy Brewin, que ajuda a supervisionar ativos de renda fixa de mercados emergentes na Aviva Investors em Londres, disse que vendeu títulos da Petrobras na semana passada, em antecipação à oferta internacional desta semana, a maior até hoje por uma empresa brasileira. Também prejudicam os papéis as especulações de que a estatal, sediada no Rio de Janeiro, voltará aos mercados de dívida após a emissão de ontem para financiar seu plano de investimentos de US$ 224 bilhões em cinco anos, que é o maior da indústria petrolífera global.

“Eles estarão nos mercados de capitais com bastante frequência”, disse Lon Erickson, que ajuda a supervisionar US$ 9 bilhões em ativos de renda fixa na Thornburg Investment Management Inc. em Santa Fé, no estado americano do Novo México. “Boa parte dos planos dos próximos cinco anos será paga com dinheiro gerado internamente. Isso é ótimo. Mas o tamanho do programa deles ainda deixa muito a ser financiado pelos mercados de capitais”.

Descobertas

A Petrobras vai levantar até US$ 40 bilhões em dívida líquida nos próximos cinco anos para ajudar a financiar seu plano de investimento. A empresa conta ainda com cerca de US$ 30 bilhões em caixa, disse o diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa, numa entrevista em 14 de janeiro.

A estatal pretende extrair e refinar petróleo de campos que ficam a cerca de sete quilômetros de profundidade, incluindo as duas maiores descobertas do continente americano desde o campo de Cantarell, no México, em 1976.

A estatal levantou US$ 2,5 bilhões com a venda de títulos de cinco anos e taxa 190 pontos-base acima dos papéis similares do Tesouro americano. Foram emitidos outros US$ 2,5 bilhões em papéis de 10 anos e taxa 195 pontos-base superior aos títulos americanos de referência, e US$ 1 bilhão em bônus de 30 anos e spread de 220 pontos-base.

A última oferta pode ser a única emissão em dólares pela Petrobras em 2011, já que a empresa tem “fontes de fundos amplas e diversificadas”, Theodore Helms, gerente-executivo de relações com investidores da estatal, disse numa teleconferência em 19 de janeiro. “Estamos à vontade para dizer ‘acabou’, a não ser para idas oportunistas e pequenas, se tanto, durante a segunda metade do ano se as condições forem favoráveis.”

Preço justo

Os novos títulos da Petrobras com vencimento em 2021 eram negociados a 100,4 por cento do valor de face ontem, contra 99,801 por cento na emissão, de acordo com a Tradition Asiel Securities Inc.

“A Petrobras está com preço justo, mas teremos muita oferta na faixa dos 10 anos”, disse Brewin, da Aviva Investors, o braço de gestão de fundos da segunda maior seguradora do Reino Unido. “Prefiro comprar quando começar a ser negociada na semana que vem, o mercado tinha razão em temer isso”.

A oferta está em linha com as metas da empresa de manter “a estrutura adequada de capital e o grau de alavancagem financeira”, disse ontem a Petrobras em um comunicado.

A assessoria de imprensa da estatal não quis comentar o assunto ontem, ao ser contatada pela Bloomberg, depois do horário comercial.

Emissões ontem pela Petrobras, Banco Safra SA e Energisa SA levaram a dívida total vendida por empresas brasileiras no exterior a US$ 9,6 bilhões este ano, mais que o triplo dos US$ 3,1 bilhões vendidos no mesmo período do ano passado, segundo dados da Bloomberg.

Fonte: InfoMoney

SÃO PAULO – A Gradual Investimentos divulgou nesta quarta-feira (12) sua estratégia semanal para o mercado acionário, tendo como mudanças em relação à semana anterior a retirada dos papéis da BR Foods (BRFS3), redução do peso de Lojas Americanas (LAME4), de 10% para 5%, aumento de Petrobras (PETR4), de 15% para 20%, e inclusão da CCR (CCRO3).

Entre os destaques do cenário econômico desta semana, a Gradual cita as preocupações com a crise europeia, o início da temporada de balanços trimestrais nos EUA e a política monetária no Brasil, com expectativa de aumento da taxa básica de juros já na primeira reunião de 2011 do Copom (Comitê de Política Monetária).

Boas notícias para Petrobras
O aumento no peso da Petrobras na carteira recomendada para a semana entre 12 e 19 de janeiro foi justificado pelo “ciclo de notícias positivas acerca da companhia, como a antecipação dos projetos do pré-sal com afretamento de plataformas, novas descobertas e recordes de produção de petróleo no Brasil”.

Sobre a inclusão da CCR no portfólio, a Gradual afirma que as perspectivas para a empresa são positivas, com forte presença em concessões de rodovias junto à diversificação dos seus negócios, com empreendimentos como por exemplo ViaQuatro (Metrô de São Paulo) e Sem Parar (sistema de pagamento de pedágios).

Incorporação da B2W prejudica Lojas Americanas
Por outro lado, a redução de peso da Lojas Americanas foi feita em função dos rumores de incorporação da B2W. Na avaliação da Gradual, caso esse processo seja efetivado, o ritmo de expansão da empresa poderá ser reduzido no curto prazo.

Já a exclusão da BR Foods foi feita em função do pequeno espaço de valorização do papel. Vale lembrar que na carteira anterior, o peso deste papel já havia sido reduzido por este mesmo motivo. 

Desempenho
Nos últimos 7 dias a carteira recomendada semanal da Gradual teve desempenho superior ao Ibovespa, registrando valorização 2,15% ao passo que o índice apresentou ganhos de 0,15%. Por outro lado, no acumulado do ano, o portfólio da corretora tem uma alta de 1,51%, enquanto o índice subiu 1,61%..

Carteira recomendada:

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol 1

USIM5 USIMINAS PNA EJ 19,16 +2,84 -20,51 87,48M
LREN3 LOJAS RENNER ON 56,40 +2,73 +47,83 38,77M
MRFG3 MARFRIG ON 15,50 +2,65 -18,74 41,26M
CYRE3 CYRELA REALT ON 21,85 +2,58 -8,77 73,97M
PRTX3 PORTX ON 3,71 +2,49 n/d 12,95M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol 1

TAMM4 TAM S/A PN N2 38,96 -2,75 +7,73 45,15M
VIVO4 VIVO PN 53,30 -2,26 +2,11 29,86M
TCSL4 TIM PART S/A PN 5,51 -2,13 +10,75 35,78M
MRVE3 MRV ON EJ 15,61 -1,76 +13,71 62,61M
ALLL3 ALL AMER LAT ON 15,00 -1,64 -51,01 15,18M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o Índice Bovespa, foram :

Código Ativo Cot R$ Var % Vol 1 Vol 30d 1 Neg

PETR4 PETROBRAS PN EJ 27,29 +1,19 807,67M 488,01M 29.287
VALE5 VALE PNA 48,50 -0,02 593,97M 580,24M 13.782
OGXP3 OGX PETROLEO ON 20,00 +1,52 271,90M 255,16M 10.171
PETR3 PETROBRAS ON EJ 30,55 +1,50 261,67M 117,55M 9.030
VALE3 VALE ON 55,33 +0,38 193,36M 140,22M 6.062

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

Fora do índice, destaque também para os papéis da UOL (UOLL4), que subiram 3,75% neste pregão. A companhia divulgou a transferência de todas as ações detidas pela Portugal Telecom à companhia controlada por João Alves de Queiroz Filho, que também é dono da Hypermarcas. Além disso, foi concretizada a aquisição, pela sua subsidiária DH&C, da Diveo Broadband Networks, dos Estados Unidos, que desenvolve atividades de datacenter e webhosting nos mercados brasileiro e colombiano.

A estatal brasileira quer adquirir a fatia de 33 por cento da italiana Eni na petrolífera portuguesa

Fonte: Exame.com

Lisboa – A Petrobras apresentou oferta para adquirir a fatia de 33 por cento da Eni na petrolífera portuguesa Galp por 3,5 bilhões de euros (4,7 bilhões de dólares), informou o Diario Económico nesta terça-feira, sem citar fontes.

Na semana passada, o jornal já havia afirmado que o grupo italiano de energia queria vender sua participação por 4,7 bilhões de euros, após acordo de exclusividade com a Amorim Energia e o banco português CGD ter terminado em 31 de dezembro.

Segundo a publicação, as negociações entre Petrobras e Eni estão progredindo, mas o acordo pode ser impedido pela petroleira estatal angolana Sonangol, que detém parte da Galp por meio da Amorim Energia e planeja possuir participação direta.

Galp e Petrobras são parceiras na exploração de petróleo no Brasil.

Na véspera, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que pretende conversar com o presidente-executivo da Petrobras, José Sergio Gabrielli, para chegar a uma decisão sobre o assunto.

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UE aprova joint-venture entre Shell e Cosan; Petrobras oferece US$4,7 bi por um terço da Galp, diz jornal

Fonte: Exame.com

São Paulo – Aqui está o que você precisa saber:

1- UE aprova joint-venture entre Shell e Cosan. A Royal Dutch Shell e a Cosan obtiveram, nesta terça-feira, aprovação da União Europeia para a formação de joint-venture de etanol. A Comissão Europeia, o órgão de competitividade da UE, disse não acreditar que o acordo impeça significativamente a competição na região.

2 – Petrobras oferece US$4,7 bi por um terço da Galp, diz jornal. A Petrobras apresentou oferta para adquirir a fatia de 33 por cento da Eni na petrolífera portuguesa Galp por 3,5 bilhões de euros (4,7 bilhões de dólares), informou o Diario Económico nesta terça-feira, sem citar fontes.

3- A agenda de terça-feira reserva poucos indicadores. O ponto alto é a divulgação da ata da reunião de dezembro do Federal Reserve (Fed), banco central americano, às 17 horas de Brasília. Ainda na agenda americana, aparecem as encomendas à indústria do mês de novembro e as vendas de automóveis.

4 – FGV: inflação pelo IPC-S desacelera em 7 capitais. A inflação do varejo medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) desacelerou na última quadrissemana de dezembro nas sete capitais em que o indicador é calculado. É o que revelou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV), ao divulgar o índice de até 31 de dezembro nas capitais.

5- JBS retira pedido de IPO nos EUA. A JBS (JBSS3) informou hoje a desistência da oferta inicial de ações (IPO) no mercado americano. Segundo o comunicado enviado à SEC (Securities and Exchange Commission), a empresa “não pretende mais realizar a oferta neste momento”. O pedido foi feito pela primeira vez em 22 de julho de 2009.

6 – Bolsas da Europa sobem com retorno de Londres; BP avança. As bolsas de valores da Europa exibiam alta nesta terça-feira, seguindo os ganhos de Wall Street e dados econômicos positivos, com as ações de Londres voltando a operar e retomando a valorização do mercado no último pregão.

7- Bank of America prepara estratégia para possível vazamento do WikiLeaks. O Bank of America trabalha na elaboração de uma estratégia de defesa diante da possibilidade de que o banco americano se transforme no próximo alvo dos vazamentos do WikiLeaks, revelou nesta segunda-feira o jornal “The New York Times”.

8 – Bolsas da Ásia seguem em elevação; Xangai ganha 1,6%. Os principais mercados asiáticos seguiram em alta nesta terça-feira. Os investidores ficaram animados com a divulgação de bons números das economias dos Estados Unidos e da China.

9 - Apple ultrapassa barreira de US$ 300 bi de valorização na Bolsa. A empresa de informática americana Apple ultrapassou na sessão desta segunda-feira a valorização de 300 bilhões de dólares na Bolsa de Nova York, impulsionada pela atração exercida pelos papéis da empresa sobre os investidores, levando-a a bater os próprios recordes de cotação.

10 - 17 corretoras indicam as melhores ações para janeiro. Entre os papéis com maior presença nas carteiras recomendadas, estão Vale (15 indicações), Petrobras (12), Itaú Unibanco (8), OGX (8) e Hypermarcas (6)

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Papel preferencial da estatal subia 1,7% às 14h02, para R$ 26,49, maior valor desde 11 de novembro

Exame.com

A Petróleo Brasileiro SA atingiu a maior cotação em quase sete semanas, após a divulgação pela empresa de produção recorde de petróleo. Ajuda também o fato de a commodity ser negociada próxima da cotação mais alta em dois anos.

A ação preferencial da Petrobras subia 1,7 por cento, às 14h02, para R$ 26,49, maior cotação desde 11 de novembro. As ações da OGX Petróleo e Gás Participações SA, companhia de petróleo controlada por Eike Batista, subiam 2,1 por cento, para R$ 19,43, maior valorização desde 1º de dezembro. O Ibovespa subia 0,1 por cento.

“Ontem à noite, a Petrobras soltou o relatório de produção de novembro, que veio forte, muito bom, é um trigger bom para o papel”, disse Diana Litewski, analista de ações da Oren Investimentos, que administra R$ 290 milhões no Rio de Janeiro. “Tenho visto desde ontem uma troca de ações da Vale por Petrobras, antes mesmo do relatório.”

Segundo comunicado da estatal, enviado por e-mail, a sua produção média de petróleo e gás natural no Brasil e no exterior aumentou para 2,620 milhões de barris diários em novembro. Em outubro, a Petrobras produziu 2,534 milhões de barris por dia. A produção brasileira de óleo e gás alcançou o recorde de 2,5 milhões de barris por dia no mês passado, disse ontem a Agência Nacional de Petróleo em seu site.

Em Nova York, o contrato de petróleo para fevereiro subia 0,4 por cento e atingia US$ 91,36 o barril. Na segunda-feira, ele chegou a ser cotado a US$ 91,88, maior nível intraday em dois anos.

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Petrolífera terá desempenho decisivo para otimismo do principal índice da bolsa, diz analista

Mirela Portugal, de Exame.com

Outrora dona da ação mais importante do mercado brasileiro – a posição foi perdida para a Vale (VALE5) este ano – a Petrobras (PETR3, PETR4) é peça chave para a saúde do Ibovespa em 2011. É o que diz a BB Investimentos, que traça cenários bem diferentes a depender da relação dos investidores com as ações no ano que vem.

Após as instabilidades geradas pela megacapitalização operada este ano, é gigante petrolífera nacional deve recuperar força na bolsa de valores, diz Hamilton Alves, economista chefe BB Investimentos. “É uma companhia de excelentes fundamentos e deve começar a incorporar os benefícios do pré-sal e da forte alta recente do petróleo”, explica. Neste caso, o cenário apontado pela corretora para o Ibovespa em dezembro de 2011 é de 87 mil pontos.

Em caso de mais um ano de ações travadas para a estatal, a expectativa da BB Investimentos para o índice das ações mais negociadas da bolsa nacional é bem mais pessimista: o benchmark ficaria na casa dos 78 mil pontos no mesmo prazo. “Caso o mercado insista em algum motivo para punir os papéis da companhia, a força do índice será abatida”, aponta Alves.

Retomada no crescimento

Apesar de dezembro não ter reservado o aguardado rali de fim de ano, que poderia garantir maiores pontuações para o Ibovespa – que opera perto da estabilidade nesta quinta-feira (23) – Alves guarda estimativas otimistas para a bolsa nacional em janeiro. “A tendência para os negócios é positiva, principalmente diante das evidências claras de que finalmente os Estados Unidos saíram da UTI e já respira sem aparelhos e das crises externas apaziguadas”, destaca o economista.

Para Alves, há ainda outra variável importante a pautar o mercado durante o começo do ano – o iminente aumentos do juros nacional diante da aceleração recente da inflação. “O mercado deve acompanhar os movimentos do Banco Central para controlar os preços. A última ata do Copom já sinalizava mudanças mais intensas nos juros ”, destaca.

Foi em 2010, e pela primeira vez desde 2006, que a liderança do Ibovespa deixou de pertencer aos papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) e foi ocupada pelos papéis preferenciais classe A da Vale (VALE5).

Corretora vê Ibovespa em 75.000 pontos ao final do próximo ano e recomenda a investidores manter parte do dinheiro em caixa

João Sandrini, de Exame.com

A Fator Corretora divulgou o tradicional relatório anual de estratégia, em que aponta as ações melhor posicionadas para registrar valorização nos próximos 12 meses. O tom geral do relatório é pessimista. O preço-alvo para o Ibovespa em dezembro de 2011 é de 75.000 pontos. Apesar do potencial de alta de mais de 10%, a previsão para o índice é mais baixa que a da maioria das outras casas de análise que já divulgaram suas previsões para 2011.

A estrategista-chefe da Fator, Lika Takahashi, acredita que as ações não estão baratas nem no Brasil nem no exterior. Os papéis do S&P 500, – atualmente o índice de maior visibilidade nos EUA – historicamente são negociados por uma média de 15 vezes o lucro dos últimos 12 meses. Mas cálculos de analistas da Smithers & Co e de Robert Shiller indicam que atualmente esse múltiplo está entre 18 e 20 vezes. No Brasil, o preço/lucro para 2011 é de 15 vezes, contra uma média histórica de 10 vezes. “O Brasil fez a lição de casa e merece um prêmio em relação à média histórica, mas 12 vezes me parece justo para um país que tem gargalos logísticos que podem limitar a expansão no médio prazo (lembram-se do apagão de 2001?) e ainda precisa implementar reformas estruturais”, escreveu Lika.

A analista também demonstra temores com a economia mundial. “Continuo preocupada com o crescimento global, com os limites, credibilidade e apoio da sociedade aos governantes e autoridades monetárias, e com a falta de convergência de políticas de ações ao redor do mundo. Há sérios desequilíbrios globais que deverão persistir por um período considerável. Atualmente eles são mais visíveis na Europa, onde a moeda única criou vários problemas. Nos EUA, a dívida privada ainda está muito alta e precisa ser ajustada, e o setor imobiliário continuará a ser uma draga para o crescimento. Na China, a moeda desvalorizada cria dificuldades para a conversão de uma economia baseada em investimento para uma economia baseada em consumo. No resto do mundo, inflação crescente, valorização cambial indesejada e superaquecimento da economia são desafios.”

Nesse contexto, “a melhor opção é aquela que a maioria dos investidores não gosta ou não quer: ter reserva de caixa.” Veja na próxima página as avaliações e indicações da Fator para a parcela dos recursos que será destinada à bolsa: (mais…)

Índices de ações na Europa sobem após aprovação de ajuda à Irlanda
Os principais índices acionários europeus operam em alta nesta segunda-feira (29), repercutindo a aprovação da ajuda à Irlanda pelas autoridades financeiras da União Europeia, bem como o movimento positivo de papéis do setor financeiro.

LLX comunica que CVM aprovou programa de GDRs da PortX
A LLX (LLXL3) comunicou ao mercado na última sexta-feira (26) que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) aprovou o programa de GDRs (Global Depositary Receipts) da PortX.

Focus aponta IPCA mais próximo do teto da meta, com PIB crescendo menos
Mais uma vez apontando continuidade da pressão inflacionária, o relatório Focus do Banco Central mostra aumento nas projeções para a variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) neste ano. Ao mesmo tempo, o documento indica queda nas estimativas para crescimento da economia brasileira.

Oferta da Droga Raia pode movimentar até R$768,5 mi
A Droga Raia pode levantar até 768,5 milhões de reais com uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações, conforme prospecto divulgado nesta segunda-feira.

Dólar abre em queda cotado a R$ 1,726
O dólar abriu em baixa nesta segunda-feira. Há pouco, no interbancário, a moeda norte-americana operava cotada a R$ 1,724 na compra e R$ 1,726  na venda, com 0,11% de desvalorização.

Descoberta da Petro no AM é positiva, mas de pouco impacto, segundo corretoras
As corretoras Ágora e Ativa avaliam positivamente as descobertas da Petrobras (PETR3,PETR4) na Amazônia, divulgadas na última sexta-feira (27). Entretanto, enquanto a primeira acredita tratar-se de uma notícia de pouco impacto para a empresa, a segunda aponta que a área da reserva ainda não foi sequer delimitada, o que por hora não permite uma estimativa mais precisa sobre o potencial das reservas.

Ibovespa Futuro instável, com noticiário sobre dívida na Europa em foco
O Ibovespa futuro iniciou o pregão desta segunda-feira (29) instável, avançando leve alta 0,06% a 68.580 pontos logo após a abertura, em dia marcado por trajetórias distintas nos mercados externos.

Tamanho de pacote de ajuda à Irlanda é inferior ao esperado por analistas
A Comissão Europeia divulgou no último domingo (27) a aprovação do pacote de € 85 bilhões de ajuda à Irlanda, sendo € 67,5 bilhões provenientes do exterior e € 17,5 bilhões do próprio governo da Irlanda, avaliado como aquém ao esperado por analistas.

Coin modifica totalmente sua carteira semanal em relação à anterior
A Coin apresentou o seu portfólio recomendado para a semana de 29 de dezembro a 3 de dezembro. A carteira foi totalmente modificada em relação à anterior. Os papéis de Tractebel (TBLE3), CSU Cardsystem (CARD3), Triunfo (TPIS3), Positivo (POSI3) e Vale Fertilizantes (FFTL4) foram substituídos por Ambev (AMBV4), Fibria (FIBR3), Julio Simões (JSLG3), BrMalls (BRML3) e Localiza (RENT3). Dentre as indicações, apenas Ambev não pertence ao Novo Mercado.

Confiança europeia na economia atinge maior nível dos últimos três anos
O indicador do sentimento econômico da Comissão Europeia apontou avanço na confiança medida para o mês de novembro, tanto em relação aos 27 países da União Europeia, com alta de 1,3% para 105,2 pontos, como aos 16 que compõem a Zona do Euro, de 1,5% para 105,3 pontos.