Por (Ana Luísa Westphalen | Valor)

O período se encerra em 31 de janeiro e o preço da ação será conhecido em 1º de fevereiro. A companhia pretende levantar até R$ 777,7 milhões em sua oferta inicial de ações no Novo Mercado da BM&FBovespa, conforme o valor máximo da faixa de preço sugerida para o papel, que varia entre R$ 21,50 e R$ 26,50 por ação. A empresa pretende oferecer inicialmente 21,7 milhões de ações ordinárias (com direito a voto). A emissão será primária, ou seja, os recursos vão para o caixa da companhia. No caso de excesso de demanda, a operação contará com um lote adicional de 20% das ações inicialmente ofertadas. Há ainda a possibilidade de colocação de um lote suplementar de 15%. A estreia da Sonae Sierra no Novo Mercado está marcada para 3 de fevereiro. Os investidores de varejo poderão aplicar entre R$ 3 mil e R$ 300 mil, sendo que entre 10% e 20% dos papéis ofertados serão destinados a esse público. A oferta tem como coordenador líder o Credit Suisse, que atua em parceria com os bancos Itaú BBA e JP Morgan. A Sonae deve chegar à bolsa avaliada em R$ 2 bilhões. A Sierra Brazil terá o controle, com 68% das ações, e 29% deverão ficar em circulação no mercado. Indiretamente, a companhia é controlada pela portuguesa Sonae Sierra e pelo Developers Diversified Realty, fundo de investimento imobiliário dos Estados Unidos. Os recursos captados com a oferta serão utilizados no desenvolvimento de novos shoppings e na expansão daqueles em que a empresa já possui participação. A Sonae Sierra Brasil responde pela administração dos 13 shoppings de seu portfólio e detém participação majoritária na maioria deles. Atualmente, são oito em São Paulo, um em Manaus e um em Brasília, além de projetos em desenvolvimento em Goiânia, Londrina e Uberlândia.

Fonte: Economia IG

São Paulo, 19 jan (EFE).- A Bolsa de Valores de São Paulo iniciou o pregão desta quarta-feira em alta, com o índice de subindo 78 pontos (0,11%), para os 70.997 pontos.
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Em 14.840 negócios realizados nos primeiros 15 minutos de leilão, o volume financeiro foi de R$ 176,1 milhões.

Liderando as altas, as ações preferenciais da elétrica Cesp (1,41%), seguidas pelas preferenciais da companhia aérea TAM (+1,15%) e pelas ordinárias do fabricante de aviões Embraer (+1,10%).

No mercado de câmbio, o dólar abriu com desvalorização de 0,49%, cotado a R$ 1,670. EFE

Fonte: Yahoo

Cada vez mais mulheres estão entrando num universo até agora tipicamente masculino. Nos últimos oito anos o número de mulheres atuando como investidoras na Bolva de Valores de São Paulo (Bovespa) cresceu dez vezes. No Ceará, já são 1.345. São mulheres como a engenheira civil Tércia Pinheiro, 32, e a economista Vilani Guedes de Araújo, 38.

A BM&FBovespa atribui o crescimento ao Programa de Educação Financeira da Bolsa, iniciado em 2002. Naquele ano, o número de investidores no mercado acionário girava em torno de 85 mil. Em dezembro de 2010 era 610.915. Desse total, 75,2% são homens e 24,8% mulheres. Em 2002, a participação do sexo feminino era só 18%.

O responsável pelo home broker da Pax Corretora, Leonardo Guimarães, diz que as mulheres entendem de finanças e são menos passionais e mais críticas quando investem. Conta que a maioria tem entre 26 e 45 anos. Avalia ainda que a mulher entra na bolsa com um plano específico. Visa formar poupança para estudar, fazer viagem ou adquirir bens (apartamento, carro etc). “Mas tem muita mulher que entra para ganhar, acompanha o vai e vem do mercado e participa ativamente tentando comprar ou vender”, comenta.

Tércia Pinheiro investe em ações há cerca de dois anos. Ela aproveitou a queda dos papéis durante a crise de 2008 para entrar no mercado e gostou. “Eu recomendo”, afirma, acrescentando que gosta de comprar ações que lhe deem dividendos. Para ela, o importante é estudar, pesquisar e pedir informações.

Vilani Guedes começou em 2003 e também aproveitou o momento de baixa para comprar por um preço mais barato. Ela nunca perdeu mas, por conservadorismo, ganhou menos em alguns períodos. A economista conta que começou com R$ 5 mil e escolheu o ramo de energia porque conhecia um pouco mais. “Arrisquei e me dei muito bem.”

Com tempo para se dedicar aos investimentos conta que em 2008, quando a bolsa despencou (-41,225) não perdeu nada porque não vendeu ações. Admite que é preciso ter sangue frio e não ficar sobressaltada quando as caem ou sobem. Ela acha que ainda é pequeno o número de investidoras porque elas tem medo de correr risco.

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Artumira Dutra
artumira@opovo.com

Eletrobrás afirma não ter interesse na Cesp, diz jornal; Anatel impede venda de ativos de Oi e Embratel

Mirela Portugal, de Exame.com

1- Eletrobrás afirma não ter interesse na Cesp, diz jornal. Armando Casado de Araújo, diretor financeiro e de relações com investidores da Eletrobrás, disse que foi surpreendido com o eventual interesse de Alckmin na venda da Cesp e afirmou que não houve nenhum contato por parte do governo paulista para tratar do assunto. As informações são do Estado de São Paulo.

2- Anatel impede venda de ativos de Oi e Embratel. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou às operadoras Oi e Embratel que apresentem um inventário detalhado de todos os bens reversíveis das concessões que controlam. Enquanto não o fizerem, as empresas estão proibidas de negociar uma eventual venda desses ativos.

3- Brookfield supera meta de vendas contratadas em 2010. A Brookfield Incorporações lançou R$ 1,113 bilhão em imóveis residenciais e comerciais no quarto trimestre de 2010, uma redução de 16,5% frente aos R$ 1,332 bilhão lançados no mesmo período de 2009.

4 – Portugal deve pagar rendimento alto em leilão de bônus europeus. Portugal deve pagar prêmios recordes na emissão de dívida desta quarta-feira, mas a recente compra de bônus pelo Banco Central Europeu (BCE) deve evitar que os rendimentos cheguem a níveis que obriguem o país a procurar um resgate.

5 – Custo de captação menor abre espaço para empresas de maior risco. O menor custo de captação externa em oito meses está abrindo espaço para uma disparada nas emissões de empresas brasileiras de maior risco que nunca antes acessaram o mercado de renda-fixa internacional.

6 – Brasil está barato é o preferido na América Latina, afirma Credit Suisse. Em um extenso relatório de 156 páginas, os analistas do banco Credit Suisse deixaram clara a preferência para as ações brasileiras na América Latina. Das oito top picks listadas para a região em 2011, seis são brasileiras. Entre as small caps, o banco traz cinco entre as dez escolhas. “Mantemos a nossa preferência para o Brasil em relação ao México e outros países da América Latina”, revelam os 11 analistas que assinam o relatório.

7- Eletropaulo contrata BTG Pactual como formador de mercado. A Eletropaulo (ELPL4) anunciou a contratação do banco BTG Pactual para exercer a função de formador de mercado de suas acões preferenciais a partir desta quarta-feira (12). O prazo do contrato estabelecido é de um ano, prorrogável pelo mesmo período, caso não haja a manifestação contraria de qualquer uma das partes, conforme informa o comunicado.

8 – Vendas do comércio crescem pelo 7º mês seguido. Ao contrário da indústria, que tem apresentado resultados negativos, o comércio segue em franca expansão. Dados do IBGE (com ajuste sazonal) divulgados nesta quarta-feira (12) mostram crescimento de 1,1% em novembro na comparação com outubro, e de 9,9% ante o mesmo período de 2009. Foi o sétimo mês consecutivo de alta no varejo.

9 – Produção industrial da zona do euro amplia-se 1,2% em novembro de 2010 A produção industrial na zona do euro subiu 1,2% em novembro de 2010, seguindo elevação de 0,7% um mês antes. Na União Europeia, o indicador registrou ampliação de 1,4%, depois de avançar 0,4% em outubro. Os números constam de levantamento da agência de estatísticas Eurostat.

10 – Bolsas de NY sobem com receio menor sobre Europa. Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam em alta, impulsionados por uma diminuição nos receios dos investidores com a crise das dívidas da Europa após o Japão anunciar que comprará mais de 20% dos bônus que serão oferecidos pela Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) neste mês.


Marcelo Guedes Nunes, Portal Nacional

Essa crescente demanda possibilitou altos preços das commodities, que tem representado a maior parte e evolução do superávit comercial brasileiro”, explica o advogado Marcelo Guedes Nunes, sócio da Guedes Nunes, Oliveira e Roquim Sociedade de Advogados*, especializada em Direito Empresarial.

O advogado comenta, ainda, que “os investimentos chineses e os altos preços contribuíram para que a crise mundial afetasse de forma sutil o Brasil, já que manteve aquecida a nossa economia”. Dados da Câmara de Comércio e Indústria Brasil China (CCIBC) apontam que os investimentos daquele país no Brasil deverão chegar a US$ 25 bilhões só neste ano e a previsão é que deve ultrapassar os US$ 40 bilhões em 2014.

Marcelo Guedes Nunes comenta que, com isso, o Brasil passa a ter uma crescente participação no mercado de commodities e poderá utilizar os recursos provenientes para investimentos e desenvolvimento de outros setores mais necessitados. Quanto à legislação, o investimento de capital estrangeiro está sujeito a regimes distintos com base no setor econômico.

Guedes Nunes explica que a lei brasileira define como capital estrangeiro bens, máquinas e equipamentos que tenham sido trazidos sem dispêndio inicial de divisas estrangeiras e que serão utilizados na produção de bens ou serviços, bem como dos recursos financeiros que tenham sido trazidos ao País para serem investidos em atividades econômicas.

“Em ambos os casos, este conceito de capital estrangeiro só se aplica se as mercadorias, máquinas, equipamentos e/ou recursos financeiros forem detidos por pessoas físicas ou jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede fora do Brasil”, elucida o advogado. “Por isso, todas as transações de câmbio no Brasil são realizadas em um mercado de câmbio estrangeiro unificado através de instituições financeiras autorizadas e, este mercado de câmbio engloba as seguintes operações: compra e venda de moeda estrangeira, as transferências internacionais de reais, compra e venda de instrumentos de trocas de ouro a capital brasileiro detido no exterior e capitais estrangeiros detidos no Brasil”, detalha Marcelo Guedes Nunes.

Para efeitos de controle e de registro, os investimentos estrangeiros são divididos em duas categorias distintas: (i) investimentos de longo prazo em atividades produtivas no âmbito da Lei 4.131 e (ii) investimentos em portfólio. Os investimentos em atividades produtivas podem ser feitos basicamente de duas maneiras diferentes: (i) através do envio de uma quantia em moeda estrangeira (como contribuição de capital para uma empresa brasileira ou como o preço de compra de ações/quotas existentes) que é vendido no exterior através de um banco autorizado a operar com moeda estrangeira ou (ii) mediante a capitalização de empresas com bens (ou seja, máquinas, equipamentos). “Nos dois casos, o valor da moeda ou o valor desses bens é posteriormente registrado no Banco Central. Os ativos intangíveis, como marcas e patentes podem ser utilizados para a capitalização das empresas, desde que sejam avaliados por especialistas”, detalha.

Outras formas de investimento, que possuem taxações específicas, como o recente aumento de 2% para 4% sobre o IOF, são os investimentos em Ações, Fundos de Renda Fixa, outros fundos, em valores mobiliários ou dos instrumentos financeiros disponíveis para brasileiros residentes no mercado financeiro e no de capitais. Além disso, a Resolução nº 2.689 do CMN (Conselho Monetário Nacional) permite que os investidores domiciliados no exterior invistam em todos os valores mobiliários ou dos instrumentos financeiros disponíveis para residentes brasileiros e também para adquirir o controle acionário de uma companhia aberta.

Apesar de todo esse cenário positivo de investimentos asiáticos na economia brasileira, ainda faltam profissionais da área jurídica que possam orientar as empresas nacionais e chinesas a conduzir todos os contratos oriundos desse mercado em ascensão. Pensando nesse nicho, os advogados da Guedes Nunes, Oliveira e Roquim Sociedade de Advogados (Gnor) saíram à frente e prestam uma ampla consultoria jurídica Empresarial e em Relações Internacionais. Inclusive, os profissionais da Gnor foram em “missão” para Ásia em novembro do ano passado, com objetivo de visitar clientes ativos na área de comércio exterior, infraestrutura e tecnologia na China e na Coréia do Sul e formalizar acordo de parceria com a HeJun Consulting, a mais prestigiada firma de consultoria chinesa, com sede em Beijing, e o Itaim Banco de Negócios – IBN, para assessorar clientes brasileiros com interesses na China e clientes chineses com interesses no Brasil. O encontro, de acordo com Marcelo Guedes Nunes, foi positivo e importante para estreitar os investimentos asiáticos no mercado brasileiro.

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As bolsas de valores da Ásia encerraram em leve alta nesta quarta-feira, impulsionadas por ganhos em Wall Street após o início da temporada de resultados de empresas do fim de 2010.

A bolsa de Tóquio fechou com oscilação positiva de 0,02 por cento, a 10.512,80 pontos, perdendo um pouco dos ganhos depois de ter atingido mais cedo a maior cotação desde 13 de maio de 2010, 10.563,33 pontos.

O mercado japonês avançou com enfraquecimento do iene e após os resultados de companhias norte-americanas como a construtora Lennar e a rede de varejo Sears Holdings.

O índice Nikkei acumula valorização de 15 por cento desde o início de novembro, enquanto o índice Dow Jones mostra valorização de 5 por cento e o europeu FTSEEurofirst 300 exibe ganho de 5,6 por cento.

No restante da Ásia, o índice MSCI que reúne bolsas com exceção do Japão tinha valorização de 1,18 por cento às 7h37 (horário de Brasília), a 480 pontos.

Em Xangai, a bolsa teve alta de 0,62 por cento, Hong Kong apurou ganho de 1,54 por cento e Taiwan teve valorização de 0,38 por cento. A bolsa de Seul encerrou em alta de 0,32 por cento, Cingapura oscilou 0,11 por cento para cima e o mercado em Sydney registrou valorização de 0,29 por cento.

Fonte: Economia&Negócios

Nada melhor do que começar a semana com boas noticías, nesta segunda-feira, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) fechou em alta de 0,1%, aos 70.127 pontos.

O volume financeiro foi de R$ 4,812 bilhões, resultado da negociação de 7,498 bilhões de títulos em 357.330 operações.

As altas foram lideradas pelas ações ordinárias da B2W Varejo, que subiram 7%.

Já entre as baixas, tiveram destaque as preferenciais da Cesp, que caíram 2,31%.

No mercado de câmbio, o dólar fechou em alta, cotado a R$ 1,686 para a compra e R$ 1,688 para a venda na taxa de câmbio comercial. EFE

(Por Nick Macfie)

Em um dia em que o Japão anunciou plano para comprar eurobonds, o euro chegou a avançar, mas inverteu o movimento e se aproximou do menor nível em quatro meses.

Todos os olhos estão sobre Lisboa e a capacidade de Portugal de levantar recursos nos mercados de dívida na quarta-feira, o primeiro leilão de bônus do ano, ou se os custos em disparada vão forçar o país a buscar ajuda no Fundo Monetário Internacional e União Europeia.

O Japão não revelou a divisão de moedas de suas reservas de 1 trilhão de dólares e analistas acreditam que apenas uma pequena porção do total é em euro.

A bolsa de Tóquio recuou 0,29%, a 10.510 pontos. Investidores demonstraram preocupação com a situação da zona do euro e fraqueza em Wall Street depois que o mercado atingiu maior nível em oito meses na sexta-feira.

Enquanto isso, o índice MSCI que reúne bolsas da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão mostrava alta ligeira de 0,2%, a 474,30 pontos.

Portugal é considerdao por muitos nos mercados como o próximo país na série de nações da zona do euro com necessidade de ajuda financeira depois da Grécia e da Irlanda, mas o governo de Lisboa tem repetidamente negado que buscará ajuda externa.

Na segunda-feira, o Banco Central Europeu comprou alguns dos bônus de Portugal, disseram operadores.

A bolsa de Xangai subiu 0,44%, Hong Kong teve ganho de 0,99% e Seul avançou ligeiros de 0,36%. Em Taiwan, o mercado teve valorização de 1,3%, Cingapura fechou em alta de 0,38% e Sydney encerrou com oscilação negativa de 0,03%.

Fonte: Estadão

O HSBC Securities está recomendando investimento no mercado de seguros do Brasil. Segundo a corretora, uma das alternativas mais atrativas é a compra de ações da Brasil Insurance, conglomerado que reúne 27 corretoras de seguros brasileiras. O HSBC classifica de muito positiva a posição do grupo e estima retorno potencial de 30%. As ações começaram a ser negociadas em 30 de outubro a R$ 1,350 e fecharam o ano a R$ 1,980.

De acordo com os analistas, investir na corretora é um meio atrativo de se apostar no crescimento do setor de seguros no Brasil, que seguirá a reboque de fatores estruturais e econômicos favoráveis, sem a necessidade de enfrentar os riscos de subscrição assumidos pelas seguradoras.

O relatório informa ainda que a Brasil Insurance deve gozar de uma vantagem por seu pioneirismo, pois adquire e consolida corretoras, em um mercado altamente fragmentado no Brasil. Uma parte substancial dos recursos de sua recente IPO, juntamente com altas taxas de geração de caixa, será usada para financiar aquisições nos próximos três anos.[2]

Após esse período, a expectativa do HSBC é de que haja desaceleração do ritmo de compras, na medida em que a empresa mudar seu foco para o aumento na distribuição de caixa, por meio de um alto índice de distribuição de dividendos, considerando as necessidades limitadas de capital.

Carlos Firetti, do Bradesco BBI, mantém a recomendação de aplicar dinheiro em ações ligadas ao mercado interno

Apesar de não soprarem os melhores ventos sobre a economia mundial, alimentados sobretudo pela problemática situação fiscal de alguns países europeus, a visão do Bradesco BBI é que o ano de 2011 pode sim ser proveitoso para quem investe no mercado de ações. A orientação, segundo os analistas do banco, é voltar os olhos para o mercado interno e para as empresas que devem se beneficiar com o bom momento vivido pelo Brasil.

No ano passado, a estratégia mostrou-se vencedora: a carteira recomendada pelo Bradesco BBI sofreu uma valorização de 28,5% contra uma subida de apenas 1% do Ibovespa. Foi o melhor resultado entre as carteiras das 14 corretoras que concordaram em fazer um balanço de seus resultados para EXAME.com. Confira a seguir a opinião do analista-chefe da instituição, Carlos Firetti, sobre os movimentos que podem abalar o mercado – e sobre as ações que, ainda assim, devem entregar bons resultados.

Perspectivas para 2011
Temos uma visão positiva para esse ano, pois acreditamos que o governo fará um ajuste necessário na economia: corte de gastos pelo lado fiscal e com medidas para segurar a inflação pelo lado monetário. Essa desaceleração ajuda a melhorar a confiança em um crescimento sustentável do PIB porque gera uma percepção favorável para o ambiente operacional. No mercado de ações, a maior parte das pessoas não compra apenas o ano de 2011, mas uma continuidade do bom desempenho da economia. E é nisso que estamos apostando. O Bradesco BBI espera uma elevação de 3,5% do PIB em 2011 e um aumento na taxa básica de juros de 1,5 ponto no primeiro semestre.

Desafios
Os contratempos vêm principalmente da economia internacional. Grécia, Irlanda e Portugal enfrentam problemas com relação à solvência fiscal, mas são países relativamente pequenos. Se a confiança do mercado não for recuperada antes de uma crise na Espanha, aí sim teremos um momento de stress, já que a dívida dos espanhóis é bem maior. Nesse caso, talvez seja necessário elaborar uma reestruturação mais agressiva da dívida. Mesmo que a melhor das soluções seja encontrada, o mercado deve enfrentar volatilidade por conta dessa situação, principalmente a partir da metade deste trimestre.

Por outro lado, não estamos negativos em relação aos Estados Unidos. A situação é neutra, já que a economia norte-americana deve melhorar um pouco, mas não o suficiente para fazer do país um “driver” que vai mudar totalmente os rumos do mercado. Em relação à China, o aperto monetário está mais para um “soft landing”: um ajuste dos juros para desacelerar a economia sem gerar um ambiente de crise.

Otimismo com o Brasil
Com essas variáveis colocadas, se nada mais grave vier da Europa, acreditamos mesmo na nossa estratégia voltada para o Brasil. É uma aposta mais estrutural do que simplesmente pautada pela conjuntura de hoje. O país deve atravessar um bom ciclo de crescimento por alguns anos. Por isso, preferimos escolher ações de setores ligados à renda doméstica, ao consumo interno e mesmo ao crédito, que deve desacelerar um pouco em 2011.

Fonte: Exame.com