Uma das opções que a Bolsa de Valores oferece para os pequenos investidores são os fundos de índices, conhecidos como ETFs (Exchange Trading Funds, na sigla em inglês). Com pouco recurso, é possível comprar lotes desses valores mobiliários e aproveitar a média da valorização de um grupo de papéis. De acordo com a BM&FBovespa (Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo), este mercado cresceu 52,8% em 2010, tendo em vista que o volume negociado atingiu R$ 6,99 bilhões.

Com R$ 200, por exemplo, é possível entrar nesta modalidade de investimento. Existem sete ETFs disponíveis na Bolsa de São Paulo. Todos eles têm valorizações atreladas a sete índices de carteiras teóricas, que são indicadores cujo objetivo é mostrar a média da variação de um grupo de ações de várias empresas.

Segundo o diretor de renda variável da BM&FBovespa, Julio Carlos Ziegelmann, o processo para investir em uma ETF é igual ao de uma ação. O investidor faz cadastro em corretora de valores pelo site da mesma. Depois disso, realiza as operações de compra e venda.

“E as taxas de administração dos sete fundos não ultrapassam os 0,69% ao ano sobre o valor aplicado”, afirmou Ziegelmann. O investiro também terá que pagar a taxa de corretagem, que é definida de corretora para corretora. E pagará imposto de renda sobre o lucro do ativo.

Os lotes mínimos que os investidores podem adquirir são de dez cotas de ETFs. Como os valores oscilam, pois são negociados diariamente, ontem os preços variavam de R$ 20 a R$ 96 por cota. Portanto, quem teve interesse de adquirir estes ativos pagou, no mínimo, entre R$ 200 e R$ 1.000.

O Ibovespa, por exemplo, é um índice formado com 69 papéis diferentes de 64 empresas. E estes ativos são escolhidos de quatro em quatro meses, tendo em vista que são os de maior liquidez na Bolsa de Valores, representando 80% das negociações do mercado. E o ETF que segue este indicador é o Ibovespa Fundo de Índice, denominado, na Bolsa, de Bova11.

Desde a criação do Bova11 em novembro de 2008, seu rendimento atingiu 87,24%. Na ponta do lápis, quem aplicou R$ 5.000 no ETF em sua criação, hoje teria cerca de R$ 9.300. A caderneta de poupança, por exemplo, apresentou retorno aproximado a 12% no mesmo período, e os mesmos R$ 5.000 somariam, hoje, R$ 5.600.

Mas como toda aplicação de risco, os ETFs podem apresentar quedas a qualquer momento. O Bova11 caiu 0,62% ontem, e sua valorização em 12 meses foi de 0,75%.

Este mercado está em plena expansão. Nos Estados Unidos, onde o mercado de renda variável é desenvolvido, existem 1.200 ETFs somente na Bolsa de Nova York, a Nyse (New York Stock Exchange, na sigla em inglês). E o volume financeiro, registrado em 2009, atingiu US$ 5,5 trilhões.

Apenas duas empresas fazem a gestão do dinheiro

Os fundos de índice são reservas de dinheiro cujos administradores são especialistas em fazer o montante aumentar. E os sete ETFs negociados na BM&FBovespa são geridos por apenas duas empresas, a BlackRock Brasil e o Banco Itaú.

A BlackRock Brasil administra seis ETFs: Índice BM&FBovespa de Consumo Fundo de Índice, Índice BM&FBovespa Imobiliário Fundo de Índice, BM&FBovespa MidLarge Cap Fundo de Índice, BM&FBovespa Small Cap Fundo de Índice, Ibovespa Fundo de Índice e IBrX-Índice Brasil (IBrX-100) Fundo de Índice.

A multinacional, que nasceu em 1988, é responsável pela gestão de U$ 3,4 trilhões em mais de 1.000 fundos de investimentos espalhados pelo mundo. Os seis ETFs somam patrimônio líquido de R$ 1,04 bilhão.

O Fundo de Índice Brasil – 50 – Brasil Tracker (PIBB11), gerido pelo Itáu, é bem mais gordo se comparado aos demais ETFs. Seu patrimônio líquido está em torno de R$ 2,5 bilhões.

Mercado terá mais quatro alternativas no segmento

O mercado de ETFs está próximo de ter mais quatro alternativas de fundos de índices. Três estão em fase de estudo na BM&FBovespa e um será de responsabilidade do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

De acordo com o diretor de renda variável da BM&FBovespa, Julio Carlos Ziegelmann, em poucos meses, a Bolsa de São Paulo terá um ETF que espelhará a valorização de índice com carteira do setor financeiro.

“E a Bolsa está em processo de criação de outros com base em índice de sustentabilidade empresarial e índice de governança corporativa” contou Ziegelmann.

O BNDES anunciou nesta semana, por nota, que está criando ETF formado por ações de empresas que compõem o ICO2 (Índice de Carbono Eficiente). Portanto os papéis são de companhias de capital aberto que realizam ações de redução de emissão de carbono.

Fonte: Diario da Grande ABC

O princípio para se investir em ações de empresas que paguem bons dividendos é mantê-las por pelo menos um ano para garantir o retorno. É o que recomenda o operador da Um Investimentos, Paulo Hegg. Ele indica a carteira de dividendos composta no final de 2010, com empresas da área de telecomunicações, energia, consumo e concessão de rodovias. No geral, elas apresentam potencial de elevar a comercialização neste início de ano, volume de investimentos e o próprio histórico na distribuição de dividendos. O chamado dividend yeld – dividendo pago por ação sobre a cotação da mesma – das companhias listadas abaixo varia entre 4,15% e 12,76%. Confira:

AmBev (AMBV4) – A empresa investiu R$ 2 bilhões no ano passado e distribuiu R$ 5 bilhões em juros e dividendos no mesmo período. A perspectiva da empresa é aumentar a capacidade produtiva em 15% para atender a demanda do mercado interno. A previsão de aumento de vendas durante o verão também é considerada.

CCR Rodovias (CCRO3) – O operador explica que empresas concessionárias são geradoras de caixa, por conta dos pedágios, o que garante uma previsibilidade e boas taxas de proventos. Durante a temporada de férias e próximo do carnaval, o uso das rodovias e, consequentemente, o faturamento da companhia deve aumentar.

Telemar (TNLP4) – A indicação da empresa se justifica pelo seu histórico de pagamento de dividendos, segundo Hegg. A perspectiva é de que as despesas sejam reduzidas na integração com a Brasil Telecom.

AES Tietê (GETI4) – Por ser geradora de energia elétrica, a companhia não é afetada com o reajuste de tarifa a que as distribuidoras estão sujeitas. O contrato é reajustado em julho pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que segundo Hegg, funcionaria como escudo para um possível reajuste no preço em um ambiente inflacionário.

Transmissão Paulista (TRPL4) – A companhia apresentou bons índices em 2010 e também é reajustada pelo IGP-M, em julho. Em caso de aumento acelerado da inflação, a empresa pode se proteger com um reajuste.
Fonte: Primeira Edição

Por (Ana Luísa Westphalen | Valor)

O período se encerra em 31 de janeiro e o preço da ação será conhecido em 1º de fevereiro. A companhia pretende levantar até R$ 777,7 milhões em sua oferta inicial de ações no Novo Mercado da BM&FBovespa, conforme o valor máximo da faixa de preço sugerida para o papel, que varia entre R$ 21,50 e R$ 26,50 por ação. A empresa pretende oferecer inicialmente 21,7 milhões de ações ordinárias (com direito a voto). A emissão será primária, ou seja, os recursos vão para o caixa da companhia. No caso de excesso de demanda, a operação contará com um lote adicional de 20% das ações inicialmente ofertadas. Há ainda a possibilidade de colocação de um lote suplementar de 15%. A estreia da Sonae Sierra no Novo Mercado está marcada para 3 de fevereiro. Os investidores de varejo poderão aplicar entre R$ 3 mil e R$ 300 mil, sendo que entre 10% e 20% dos papéis ofertados serão destinados a esse público. A oferta tem como coordenador líder o Credit Suisse, que atua em parceria com os bancos Itaú BBA e JP Morgan. A Sonae deve chegar à bolsa avaliada em R$ 2 bilhões. A Sierra Brazil terá o controle, com 68% das ações, e 29% deverão ficar em circulação no mercado. Indiretamente, a companhia é controlada pela portuguesa Sonae Sierra e pelo Developers Diversified Realty, fundo de investimento imobiliário dos Estados Unidos. Os recursos captados com a oferta serão utilizados no desenvolvimento de novos shoppings e na expansão daqueles em que a empresa já possui participação. A Sonae Sierra Brasil responde pela administração dos 13 shoppings de seu portfólio e detém participação majoritária na maioria deles. Atualmente, são oito em São Paulo, um em Manaus e um em Brasília, além de projetos em desenvolvimento em Goiânia, Londrina e Uberlândia.

Fonte: Economia IG

São Paulo, 19 jan (EFE).- A Bolsa de Valores de São Paulo iniciou o pregão desta quarta-feira em alta, com o índice de subindo 78 pontos (0,11%), para os 70.997 pontos.
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Em 14.840 negócios realizados nos primeiros 15 minutos de leilão, o volume financeiro foi de R$ 176,1 milhões.

Liderando as altas, as ações preferenciais da elétrica Cesp (1,41%), seguidas pelas preferenciais da companhia aérea TAM (+1,15%) e pelas ordinárias do fabricante de aviões Embraer (+1,10%).

No mercado de câmbio, o dólar abriu com desvalorização de 0,49%, cotado a R$ 1,670. EFE

Fonte: Yahoo

Cada vez mais mulheres estão entrando num universo até agora tipicamente masculino. Nos últimos oito anos o número de mulheres atuando como investidoras na Bolva de Valores de São Paulo (Bovespa) cresceu dez vezes. No Ceará, já são 1.345. São mulheres como a engenheira civil Tércia Pinheiro, 32, e a economista Vilani Guedes de Araújo, 38.

A BM&FBovespa atribui o crescimento ao Programa de Educação Financeira da Bolsa, iniciado em 2002. Naquele ano, o número de investidores no mercado acionário girava em torno de 85 mil. Em dezembro de 2010 era 610.915. Desse total, 75,2% são homens e 24,8% mulheres. Em 2002, a participação do sexo feminino era só 18%.

O responsável pelo home broker da Pax Corretora, Leonardo Guimarães, diz que as mulheres entendem de finanças e são menos passionais e mais críticas quando investem. Conta que a maioria tem entre 26 e 45 anos. Avalia ainda que a mulher entra na bolsa com um plano específico. Visa formar poupança para estudar, fazer viagem ou adquirir bens (apartamento, carro etc). “Mas tem muita mulher que entra para ganhar, acompanha o vai e vem do mercado e participa ativamente tentando comprar ou vender”, comenta.

Tércia Pinheiro investe em ações há cerca de dois anos. Ela aproveitou a queda dos papéis durante a crise de 2008 para entrar no mercado e gostou. “Eu recomendo”, afirma, acrescentando que gosta de comprar ações que lhe deem dividendos. Para ela, o importante é estudar, pesquisar e pedir informações.

Vilani Guedes começou em 2003 e também aproveitou o momento de baixa para comprar por um preço mais barato. Ela nunca perdeu mas, por conservadorismo, ganhou menos em alguns períodos. A economista conta que começou com R$ 5 mil e escolheu o ramo de energia porque conhecia um pouco mais. “Arrisquei e me dei muito bem.”

Com tempo para se dedicar aos investimentos conta que em 2008, quando a bolsa despencou (-41,225) não perdeu nada porque não vendeu ações. Admite que é preciso ter sangue frio e não ficar sobressaltada quando as caem ou sobem. Ela acha que ainda é pequeno o número de investidoras porque elas tem medo de correr risco.

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Artumira Dutra
artumira@opovo.com

As bolsas de valores da Ásia encerraram em leve alta nesta quarta-feira, impulsionadas por ganhos em Wall Street após o início da temporada de resultados de empresas do fim de 2010.

A bolsa de Tóquio fechou com oscilação positiva de 0,02 por cento, a 10.512,80 pontos, perdendo um pouco dos ganhos depois de ter atingido mais cedo a maior cotação desde 13 de maio de 2010, 10.563,33 pontos.

O mercado japonês avançou com enfraquecimento do iene e após os resultados de companhias norte-americanas como a construtora Lennar e a rede de varejo Sears Holdings.

O índice Nikkei acumula valorização de 15 por cento desde o início de novembro, enquanto o índice Dow Jones mostra valorização de 5 por cento e o europeu FTSEEurofirst 300 exibe ganho de 5,6 por cento.

No restante da Ásia, o índice MSCI que reúne bolsas com exceção do Japão tinha valorização de 1,18 por cento às 7h37 (horário de Brasília), a 480 pontos.

Em Xangai, a bolsa teve alta de 0,62 por cento, Hong Kong apurou ganho de 1,54 por cento e Taiwan teve valorização de 0,38 por cento. A bolsa de Seul encerrou em alta de 0,32 por cento, Cingapura oscilou 0,11 por cento para cima e o mercado em Sydney registrou valorização de 0,29 por cento.

Fonte: Economia&Negócios

Nada melhor do que começar a semana com boas noticías, nesta segunda-feira, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) fechou em alta de 0,1%, aos 70.127 pontos.

O volume financeiro foi de R$ 4,812 bilhões, resultado da negociação de 7,498 bilhões de títulos em 357.330 operações.

As altas foram lideradas pelas ações ordinárias da B2W Varejo, que subiram 7%.

Já entre as baixas, tiveram destaque as preferenciais da Cesp, que caíram 2,31%.

No mercado de câmbio, o dólar fechou em alta, cotado a R$ 1,686 para a compra e R$ 1,688 para a venda na taxa de câmbio comercial. EFE

Analistas apostam nos setores ligados a infraestrutura e consumo

A Bolsa de Valores de São Paulo começou o ano recuperando o terreno perdido. O Ibovespa, índice que mede o desempenho das principais ações negociadas, fechou a primeira semana de janeiro no azul.

O avanço de 1,09% é significativo. Basta dizer que, em 2010, quem investiu no mercado de capitais acabou no zero a zero – a Bolsa rendeu 1%, menos até do que a poupança (6,81%).

A previsão de analistas de quatro das principais corretoras do país ouvidas pelo DC é de que o comportamento do mercado de capitais permaneça instável até março. Existem ainda muitas dúvidas no ar sobre a capacidade de recuperação da economia americana e a respeito do próximo país europeu em apuros a pedir socorro.

No segundo semestre, o cenário deve mudar, e a projeção otimista é de um novo voo da Bolsa, ultrapassando a barreira dos 80 mil pontos – no fechamento de sexta-feira, estava em 70.057 pontos.

Em relação a carteiras sugeridas (veja quadro ao lado), o investidor deve ficar de olho em setores ligados a infraestrutura (petróleo e gás e siderurgia) e consumo, que começam 2011 num ritmo forte.

Para o analista-chefe da Bradesco Corretora, Carlos Firetti, a possibilidade de Portugal e de outros países serem obrigados a buscar ajuda financeira é um dos fatores que influenciará a bolsa para baixo este ano. O governo luso deve receber uma delegação europeia para tratar deste assunto amanhã.

Outro ponto importante será o desempenho da economia americana. O ano começou com dados abaixo da expectativa na criação de empregos, mas o superintendente da Corretora Banif, Raffi Dokuzian, acredita em uma recuperação em 2011.

– Quem não estiver muito afoito e esperar um pouco mais, poderá ter ganhos consideráveis.

O analista-chefe da XP Investimentos, Rossano Oltramari, aconselha o investidor a diversificar a carteira. Especialmente porque as receitas das exportadoras seguirão afetadas pelo dólar baixo.

Já o analista financeiro da Somma Investimentos, Vitor Azevedo, destaca os setores petrolífero e siderúrgico como os prováveis candidatos a melhor desempenho do ano.

Fonte: Díario Catarinense
alessandra.ogeda@diario.com.br

O HSBC Securities está recomendando investimento no mercado de seguros do Brasil. Segundo a corretora, uma das alternativas mais atrativas é a compra de ações da Brasil Insurance, conglomerado que reúne 27 corretoras de seguros brasileiras. O HSBC classifica de muito positiva a posição do grupo e estima retorno potencial de 30%. As ações começaram a ser negociadas em 30 de outubro a R$ 1,350 e fecharam o ano a R$ 1,980.

De acordo com os analistas, investir na corretora é um meio atrativo de se apostar no crescimento do setor de seguros no Brasil, que seguirá a reboque de fatores estruturais e econômicos favoráveis, sem a necessidade de enfrentar os riscos de subscrição assumidos pelas seguradoras.

O relatório informa ainda que a Brasil Insurance deve gozar de uma vantagem por seu pioneirismo, pois adquire e consolida corretoras, em um mercado altamente fragmentado no Brasil. Uma parte substancial dos recursos de sua recente IPO, juntamente com altas taxas de geração de caixa, será usada para financiar aquisições nos próximos três anos.[2]

Após esse período, a expectativa do HSBC é de que haja desaceleração do ritmo de compras, na medida em que a empresa mudar seu foco para o aumento na distribuição de caixa, por meio de um alto índice de distribuição de dividendos, considerando as necessidades limitadas de capital.

Carlos Firetti, do Bradesco BBI, mantém a recomendação de aplicar dinheiro em ações ligadas ao mercado interno

Apesar de não soprarem os melhores ventos sobre a economia mundial, alimentados sobretudo pela problemática situação fiscal de alguns países europeus, a visão do Bradesco BBI é que o ano de 2011 pode sim ser proveitoso para quem investe no mercado de ações. A orientação, segundo os analistas do banco, é voltar os olhos para o mercado interno e para as empresas que devem se beneficiar com o bom momento vivido pelo Brasil.

No ano passado, a estratégia mostrou-se vencedora: a carteira recomendada pelo Bradesco BBI sofreu uma valorização de 28,5% contra uma subida de apenas 1% do Ibovespa. Foi o melhor resultado entre as carteiras das 14 corretoras que concordaram em fazer um balanço de seus resultados para EXAME.com. Confira a seguir a opinião do analista-chefe da instituição, Carlos Firetti, sobre os movimentos que podem abalar o mercado – e sobre as ações que, ainda assim, devem entregar bons resultados.

Perspectivas para 2011
Temos uma visão positiva para esse ano, pois acreditamos que o governo fará um ajuste necessário na economia: corte de gastos pelo lado fiscal e com medidas para segurar a inflação pelo lado monetário. Essa desaceleração ajuda a melhorar a confiança em um crescimento sustentável do PIB porque gera uma percepção favorável para o ambiente operacional. No mercado de ações, a maior parte das pessoas não compra apenas o ano de 2011, mas uma continuidade do bom desempenho da economia. E é nisso que estamos apostando. O Bradesco BBI espera uma elevação de 3,5% do PIB em 2011 e um aumento na taxa básica de juros de 1,5 ponto no primeiro semestre.

Desafios
Os contratempos vêm principalmente da economia internacional. Grécia, Irlanda e Portugal enfrentam problemas com relação à solvência fiscal, mas são países relativamente pequenos. Se a confiança do mercado não for recuperada antes de uma crise na Espanha, aí sim teremos um momento de stress, já que a dívida dos espanhóis é bem maior. Nesse caso, talvez seja necessário elaborar uma reestruturação mais agressiva da dívida. Mesmo que a melhor das soluções seja encontrada, o mercado deve enfrentar volatilidade por conta dessa situação, principalmente a partir da metade deste trimestre.

Por outro lado, não estamos negativos em relação aos Estados Unidos. A situação é neutra, já que a economia norte-americana deve melhorar um pouco, mas não o suficiente para fazer do país um “driver” que vai mudar totalmente os rumos do mercado. Em relação à China, o aperto monetário está mais para um “soft landing”: um ajuste dos juros para desacelerar a economia sem gerar um ambiente de crise.

Otimismo com o Brasil
Com essas variáveis colocadas, se nada mais grave vier da Europa, acreditamos mesmo na nossa estratégia voltada para o Brasil. É uma aposta mais estrutural do que simplesmente pautada pela conjuntura de hoje. O país deve atravessar um bom ciclo de crescimento por alguns anos. Por isso, preferimos escolher ações de setores ligados à renda doméstica, ao consumo interno e mesmo ao crédito, que deve desacelerar um pouco em 2011.

Fonte: Exame.com