Após um Setembro de recuperação, Outubro trouxe de volta a volatilidade ao mercado. Após flertar com os 72 mil pontos nossa bolsa encerrou nos 70.673 pontos, com uma leve valorização de 1,8% no mês. A continuidade das incertezas quanto a economia global, os diversos dados no campo macroeconômico global aliadas aos patamares elevados de nossa bolsa podem justificar o desempenho.
Em geral, o mês continuou tendo como pauta principal as questões cambiais. Na reunião entre os ministros do G-20, o tema foi tratado com atenção e as autoridades chegaram ao consenso de não atuar no câmbio de forma a deixar a moeda artificialmente desvalorizada para aumentar a competitividade das exportações. Além disso, as bolsas seguiram digerindo dia-a-dia os indicadores que foram sendo divulgados, dentre eles ressaltamos o PIB dos Estados Unidos referente ao terceiro trimestre de 2010.

O mês de Novembro nos reserva uma série de eventos que prometem agitar o mercado.

Começamos o mês com o anúncio do novo presidente do Brasil e ao longo do mês poderemos ver as discussões em torno do novo corpo de ministros. Ainda ficaremos na expectativa do anúncio de ajuda à economia americana pelo FOMC que se reunirá na primeira semana do mês. O mercado especula a possibilidade do Tesouro americano anunciar outro programa de recompra de títulos como forma de estimular a economia.
Teremos também a reunião dos presidentes do G-20 e de uma bateria de indicadores da China na segunda semana do mês. Sendo assim, a volatilidade em cima do câmbio deverá se elevar, na expectativa das discussões em torno da desvalorização do dólar. Além disso, os indicadores chineses podem trazer mais volatilidade para as commodities, uma vez que o país é um importante consumidor de commodities do mundo.
A quinzena do mês vem com uma onda de indicadores da economia americana que sempre são importantes para balizar o comportamento dos mercados mundiais. Além dos EUA, na terceira semana de Novembro teremos um importante vencimento de parte da dívida portuguesa que poderá suscitar novas especulações quanto a possíveis casos de default na Europa.
Internamente teremos a intensificação dos dados corporativos, que em geral tem mostrado crescimento de lucros e receitas das empresas, especialmente das empresas atreladas ao mercado interno, com destaque para os setores de consumo (varejo) e construção.
Vale lembrar que: apesar da Carteira XP acumular valorização de 15,9% em 2010, nossa bolsa ainda está parada no ano, ou seja ainda é hora para investir!

 

 

Analista Responsável
André Ruz Neves. Graduado em Ciências Sociais e Mestre em Sociologia, ambos pela USP, agente autônomo de investimentos, analista e consultor de valores mobiliários credenciado pela CVM. Possui a Certificação profissional ANBIMA, série 20 (CPA-20) e o Certificado Nacional do Profissional de Investimentos – Analista Técnico (CNPI-T) da APIMEC.

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Em pesquisa realizada pela Expomoney, 52% dos 4.161 entrevistados investem em poupança, sendo que a compra de ações direta fica em 36% e outros 5% disseram que investem em clubes de investimentos.
A competitividade da operação em poupança após a queda dos juros pode ser a razão pela preferência na operação. Dessa maneira, alinhado a isenção do imposto, tanto investidores conservadores quanto arrojados estão aplicando parte de seus investimentos em poupança para diversificar sua caderneta.
Além disso, a pesquisa mostrou o crescimento de investidores que aplicam seu capital em corretoras, o que representa um aumento de quase 30%. Atrelado a essa informação, o número de pessoas que começaram a investir em renda variável também foi significativo, o que contribui para as perspectivas da BM&F Bovespa, que espera, até 2015, atingir o número de 5 milhões de pessoas físicas aplicando na Bolsa de Valores.

Vinicius Baccili