Ser verde valoriza a ação?

às 26/11/2010, em Mercado de Ações, por andreruzneves
1

Alexandre Moschella

Não necessariamente. Essa é a conclusão de um estudo que será apresentado nesta sexta-feira em um seminário internacional sobre índices de sustentabilidade realizado pela BM&F Bovespa. A pesquisa, feita pela International Finance Corporation (IFC), órgão vinculado ao Banco Mundial, concluiu não haver provas de que a participação no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), criado há cinco anos pela bolsa brasileira, se traduz diretamente em uma rentabilidade acima da média para o investidor. O estudo também afirma que o fato de uma companhia deixar de integrar o ISE tem “pouco ou nenhum impacto” sobre o preço de suas ações.

De fato, os números mostram que quem aplicou desde o início no ISE não fez um bom negócio. De lá para cá, o ISE valorizou 107% – enquanto o Ibovespa teve alta de 121%. Em prazos menores, porém, a relação se inverte. Nos últimos 12 meses, o desempenho do ISE foi de 22%, contra 15% do Ibovespa. Para dirigentes da bolsa, esse resultado pode ser um sinal de que o índice verde começa a valorizar diretamente os papéis de uma forma consistente.

O estudo mostra ainda que a participação no Índice de Sustentabilidade exerce uma espécie de “pressão positiva” sobre as empresas: 86% das companhias que integram o ISE desde o início disseram ter melhorado suas práticas de sustentabilidade como resultado direto da participação no índice. Hoje, 38 companhias fazem parte do índice, somando 1,17 trilhão de reais em valor de mercado, o que equivale a 46,1% do valor total das companhias listadas. E a onda verde continua ganhando força: segundo a bolsa, várias empresas já concordaram em integrar o novo Índice Carbono Eficiente, atrelado às emissões de gases de efeito estufa das companhias, a ser lançado em dezembro.

Estudo realizado em parceria pela Amcham-Brasil, pela Ernst & Young Terco e pela Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&F Bovespa) mostra que 49% das empresas entrevistadas cogita ou já cogitou utilizar o mercado de capitais brasileiro como forma de financiar seu crescimento.

Entre as empresas que cogitaram abrir capital na bolsa de valores, 52% acreditam que isso deva ocorrer no médio prazo, ou seja, de 1 a 3 anos; 42% pretendem realizar a operação no longo prazo (mais de 5 anos); 2%, no curto prazo, com expectativa de até 1 ano; e, por fim, 4% ainda não decidiram o momento da abertura.
Entre os representantes que disseram que não cogitam a abertura de capital, 50% afirmam que necessitam de mais informações sobre o tema para tomada de decisão. “As empresas não consideram ter informações suficientes para captar no mercado de capitais”, explica Fernando Schmitt, diretor de Membership da Amcham-Brasil.
O levantamento foi conduzido entre agosto e outubro de 2010, em cinco cidades do País (Recife, Goiânia, Porto Alegre, Curitiba e Campinas), com um total de 106 representantes de diversos segmentos, entre os quais se destacam os setores automotivo, químico e petroquímico, construbusiness (construção civil), agronegócio, comércio atacadista, vestuário, tecnologia e bens de consumo.
Eduardo Puccioni
Fonte: DCI

Thiago C. S. Salomão, de Infomoney

Com cinco indicações, as ações ordinárias da Cia Hering (HGTX3) foram as small caps  mais citadas pelos analistas entre as 29 carteiras recomendadas de bancos e corretoras para novembro, publicadas pela InfoMoney. No mês anterior, os papéis da companhia ocuparam a 3ª posição no ranking, tendo recebido quatro votos.

Tendo como base os papéis que compõem o SMLL  (índice de small caps da BM&F Bovespa), a segunda posição foi dividida por cinco ações de empresas diferentes: Randon (RAPT4) – que foi a primeira colocada no mês passado -, Gafisa (GFSA3), Confab (CNFB4), BR Malls (BRML3) e Brookfield (BISA3), cada uma com quatro recomendações.

Além destas seis, outras 23 small caps foram citadas pelos analistas no período. Cabe mencionar que, segundo a BM&F Bovespa, “as empresas que, em conjunto, representarem 85% do valor de mercado total da bolsa são elegíveis para participarem do índice MLCX (mid large caps). As demais empresas que não estiverem incluídas nesse universo são elegíveis para participarem do índice SMLL (small caps). Não estão incluídas nesse universo empresas emissoras de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) e empresas em recuperação judicial ou falência”.

Ao todo, 29 carteiras de bancos e corretoras foram utilizadas para este levantamento. Os portfólios selecionados foram: Ágora (3 carteiras), Ativa, Banif, BB Investimentos, Brascan, BTG Pactual, Citi Corretora, Coin, Fator (2 carteiras), Geração Futuro, HSBC, Itaú, Link Investimentos, Omar Camargo (2 carteiras), PAX Corretora, Planner, Safra, SLW (3 carteiras), Socopa, Souza Barros, Spinelli, TOV e Win.

Entre todas as carteiras publicadas pela InfoMoney em novembro, nesta compilação apenas não foram considerados os portfólios com sugestões de ações que tenham perspectiva de pagamento de proventos.

Cia Hering
O cenário atual da economia brasileira continua favorável para o setor varejista. O mercado trabalha com um cenário-base de crescimento da renda real e do mercado de trabalho, fomentando um avanço do PIB acima da média global.

Essa configuração ajuda a sustentar o otimismo dos analistas perante as ações da Cia Hering que, embora já tenham subido 194,7% em 2010 – até o fechamento da última terça-feira (16) -, continuam sendo recomendadas. “A Hering é uma das nossas ações preferidas no grupo de vestuário”, afirma a equipe do HSBC em relatório. Os analistas do banco também acreditam que a companhia continuará ganhando participação de mercado, principalmente após reafirmar seu objetivo de lojas a serem abertas.

Eles destacam ainda a importância na reformulação das lojas para o modelo atual. “Até o 2T10, 66 lojas ainda estavam no formato antigo e todas deverão ser convertidas ao novo formato até 2011″, explica o time do HSBC.

Outro ponto que sustenta o otimismo sobre a empresa está relacionado aos seus resultados trimestrais recentes. “A empresa vem mantendo níveis impressionantes de vendas e resultados sólidos desde 2008, desempenho que se repetiu no 3T10 com o também impressionante crescimento das vendas mesmas lojas, de 35,2%”, afirma a equipe do Banif. No trimestre em questão, o lucro líquido da varejista foi de R$ 33,5 milhões, 46% maior do que o apresentado no terceiro quarto de 2009.

Sobre o plano de expansão de lojas da empresa, os especialistas do Banif também se mostram bastante otimistas com a possibilidade de sucesso. “Com uma vigorosa posição de caixa e lojas em um formato menor que o das competidoras, acreditamos que a Hering tem boas condições de atingir seus objetivos”, afirma o time do banco via relatório.

O diretor financeiro e de RI (Relação com Investidores) da Hering, Frederico Oldani, falou ainda sobre diversas questões que envolvem a varejista, tais como o reposicionamento da empresa no mercado de capitais, os planos de expansão, estratégias de gestão e realinhamento de preços por conta da alta do algodão.

Outras recomendações
Também foram mencionadas nas carteiras de novembro as seguintes small caps: Banco ABC Brasil (ABCB4), Bic Banco (BICB4), Banco PanAmericano (BPNM4), Cetip (CTIP4), Eletropaulo (ELPL6), Even (EVEN3), EzTec (EZTC3), Fertilizantes Heringer (FHER3), Klabin (KLBN4), Light (LIGT3), Lupatech (LUPA3), MMX (MMXM3), MPX (MPXE3), Marfrig (MRFG3), Iochpe Maxion (MYPK3), OHL Brasil (OHLB3), Marcopolo (POMO4), Positivo (POSI3), Localiza (RENT3), Rossi Residencial (RSID3), TAM (TAMM4), Tereos (TERI3), Unipar (UNIP6).

O mercado de ações brasileiro começa a destravar, depois do fim do processo de capitalização da Petrobras. Responsáveis por boa parte do volume financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F Bovespa), os investidores gringos iniciam novas apostas em terras tupiniquins. Segundo analistas, as medidas tomadas recentemente pelo governo federal para tentar evitar uma entrada ainda maior de dólares não terão efeito na Bolsa.

O movimento ainda é tímido, mas números da Bovespa dão indícios desta retomada. “O saldo de entradas de estrangeiros era de R$ 3,1 bilhões até outubro. Apenas neste mês, entraram mais R$ 1,2 bilhão”, conta Herculano Aníbal Alves, diretor de renda variável da empresa de gestão de recursos do Bradesco, a Bram. Alves pondera que o volume ainda é pequeno, na comparação com os melhores momentos do mercado acionário brasileiro. Antes, os estrangeiros esperavam o fim da oferta da Petrobras. Agora, aguardam o desfecho final das eleições presidenciais, em 31 de outubro, completa o diretor da Bram.

Aline Cury Zampieri, iG São Paulo

Fonte: iG

A vez do mercado de ações

às 13/10/2010, em Mercado de Ações, por ricardo
1

O mercado de capitais brasileiro vive um momento importante, principalmente depois do anúncio da oferta de ações da Petrobras, que superou R$ 120 bilhões e, com isso, tornou-se a maior operação de lançamento desses papéis da história em todo o mundo.

Um dos efeitos imediatos dessa operação foi tornar a BM&F Bovespa a segunda maior Bolsa do mundo em valor do mercado, com R$ 30,4 bilhões – o que significa 25% mais que a soma das Bolsas de Londres, Nova York (Nyse) e Nasdaq (também de Nova York, mais voltada a ações da área de tecnologia).

É um feito e tanto, ainda mais quando se recorda que a Bolsa brasileira conseguiu essa disparada em poucos anos. Agora, ela só está atrás da Bolsa de Hong Kong em valor de mercado e tem perspectivas de continuar crescendo.

Além disso, o lançamento de ações da Petrobras trouxe milhares de investidores individuais para o mercado, que ainda não está entre os preferidos pelos brasileiros. Ao contrário do que acontece nos Estados Unidos, por exemplo, o brasileiro acostumou-se a escolher alternativas de menor risco para aplicar seu dinheiro, mesmo com as menores taxas de retorno que esses investimentos oferecem. Agora, essa situação começa a mudar.

Esse quadro é extremamente favorável para as empresas brasileiras. As companhias que lançam ações na Bolsa captam recursos para seus investimentos a um custo muito mais baixo que o de outras opções, como os empréstimos bancários. Além disso, possibilitam uma socialização de seu capital, já que investir em ações significa também “comprar” uma pequena parte da empresa.

É evidente que ainda existe um longo caminho a percorrer até o mercado de ações ganhar a importância que já deveria ter no País. Cabe ao governo, por exemplo, reduzir a taxação que incide sobre essas operações, principalmente em benefício dos pequenos investidores que planejam entrar ou se manter na Bolsa.

Também a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), responsável pela fiscalização do mercado, precisa manter sua vigilância para evitar manipulações e iniciativas lesivas aos investidores.

Mesmo com essas ressalvas, o mercado tem acumulado boas notícias. E a tendência é de que ele fique cada vez mais forte e competitivo.

Fonte: DCI

Em pesquisa realizada pela Expomoney, 52% dos 4.161 entrevistados investem em poupança, sendo que a compra de ações direta fica em 36% e outros 5% disseram que investem em clubes de investimentos.
A competitividade da operação em poupança após a queda dos juros pode ser a razão pela preferência na operação. Dessa maneira, alinhado a isenção do imposto, tanto investidores conservadores quanto arrojados estão aplicando parte de seus investimentos em poupança para diversificar sua caderneta.
Além disso, a pesquisa mostrou o crescimento de investidores que aplicam seu capital em corretoras, o que representa um aumento de quase 30%. Atrelado a essa informação, o número de pessoas que começaram a investir em renda variável também foi significativo, o que contribui para as perspectivas da BM&F Bovespa, que espera, até 2015, atingir o número de 5 milhões de pessoas físicas aplicando na Bolsa de Valores.

Vinicius Baccili

A febre da bolsa

às 20/08/2010, em Mercado de Ações, por EnsinaInvest
0

 

Para entender quem já investe na bolsa e quem quer começar a aplicar, a BM&F Bovespa encomendou uma pesquisa inédita ao instituto de pesquisa Plano CDE. Entre 12 de julho e 4 de agosto, 600 pessoas foram ouvidas em São Paulo e no Rio de Janeiro. O resultado revelou fatos interessantes sobre a expansão de 2004 a 2009, período em que o número de investidores pessoas físicas pulou de 85 500 para 598 000. Esse movimento foi capitaneado majoritariamente por homens (eles são 75% do total). Hoje o investidor médio brasileiro é casado (60%), está na parte de cima da pirâmide social (59% tem renda superior a 6 000 reais) e foi atraído pela possibilidade de ter uma rentabilidade maior (48%). A pesquisa também lançou luz sobre futuras tendências. Mais de 95% dos que já estão na bolsa dizem que continuarão a investir nos próximos 12 meses e 71% pensam em aumentar o valor investido.
A pesquisa também deixou claro que a bolsa terá, para atingir a meta de chegar a 5 milhões de aplicadores até 2015, que atrair um número maior investidores das classes B e C, famílias com renda entre 2 500 e 6 000 reais. Nesse grupo, 19% consideram investir nos próximos 12 meses (principalmente os homens – 85%) e metade diz ainda ter medo do mercado de ações. Esse público é o alvo da campanha de publicidade que a BM&F Bovespa lança nos próximos dias com a participação do Pelé. Você vai encontrar mais detalhes sobre o processo de popularização da bolsa na matéria de capa de EXAME que chega hoje às bancas.

Fonte: Portal Exame

A BM&F Bovespa lançou hoje de manhã a campanha “Quer ser sócio?” que visa, por meio da educação financeira, atrair cada vez mais investidores pessoa física para o mercado de ações.

De acordo com Verdi Monteiro, diretor de fomento de negócios da BM&F Bovespa, a pessoa física é o investidor que mais interessa à bolsa, porque não sai mais ao primeiro sinal de instabilidade. Um estudo feito pela Fundação Getulio Vargas mostrou que, durante a última crise na economia mundial, o “investidor de varejo” não encerrou seus investimento em ações. Aliás, muitos até aumentaram o montante investido, enquanto os demais tipos de investidores debandaram.

É notório que os jovens estão chegando com força total e, por isso, a EnsinaInvest oferece cursos e palestras gratuitas voltadas para o investidor iniciante como o curso Aprenda a investir no Mercado de Ações que inicia na próxima semana e que vai do dia 14/08 até 02/09.

Você é um investidor? Qual o seu perfil?
Você é um investidor? Qual o seu perfil?

Mas, afinal, quem é o investidor de ações no Brasil?

De acordo com o levantamento feito pela FGV, há oito perfis de investidores na Bolsa de Valores atualmente. Veja abaixo quais são esses perfis e veja que tipo de investidor você é.

– Investidor 1 – A Bolsa é sua casa – Esse é um investidor antigo, com alto valor de custódia e alto giro na Bolsa. São investidores que se sentem em casa na Bolsa, e as ações são parte significativa de sua carteira de investimentos. Com idade entre 40 e 65 anos, eles representam 4,1% do total de investidores pessoa física da Bolsa (cerca de 596 mil);

-  Investidor 2 – A Bolsa é sua grande aposta – Esse é um investidor recente, mas que também possui um alto volume de custódia e um giro grande. Formado por investidores com objetivo de curto prazo e por pessoas de mais idade (entre 40 e 65 anos), também responde por 4,1% do total de investidores da Bolsa;

- Investidor 3 – A Bolsa é longo prazo – 8% dos investidores integram esse grupo, que tem por característica alto volume de custódia e baixo giro. É um investidor antigo, que já está com recurso alocado em ações durante anos. O objetivo dele, como o nome já diz, é o longo prazo. Eles também possuem entre 40 e 65 anos;

- Investidor 4 – A Bolsa é um investimento planejado – Grande parte desse grupo – que representa 5,2% do total de investidores da Bolsa – é formado por mulheres. “Elas miram mais o longo prazo, os homens é que são mais especuladores”, afirma Monteiro. São investidores recentes, com alto volume de custódia e giro baixo, que buscam os rendimentos históricos para planejarem suas decisões de investimento;

- Investidor 5 – A Bolsa é seu passatempo – Com baixo volume de custódia e giro alto esse investidor está na bolsa há alguns anos. De olho no curto prazo, são investidores muito ativos, que estão na faixa entre 30 e 40 anos de idade. Porém, eles são minoria, representando apenas 1,1% do total de pessoas físicas que investem em ações;

- Investidor 6 – A Bolsa é ganho rápido – De olho no curto prazo, esse é um grupo formado principalmente por jovens, entre 18 e 30 anos, e representa 4,5% do total de investidores. Segundo o estudo, esses investidores entraram recentemente na Bolsa e possuem um volume de custódia baixo e um giro alto;

- Investidor 7 – A Bolsa é seu cofrinho – Formado por investidores de 30 a 60 anos, o foco é o longo prazo. Aqui a intenção é mesmo usar as ações como forma de guardar dinheiro. Por isso, são investidores pouco ativos, com baixo volume de custódia e baixo giro e que representam 14,7% dos investidores de varejo em ações;

- Investidor 8 – A Bolsa é sua vacina antimonotonia – Este é o grupo que representa o maior número de investidores da Bolsa. Do total de investidores de varejo, 58,3% se encaixam nesse perfil. São pessoas que entraram recentemente no mercado de capitais com o objetivo de acumular patrimônio no longo prazo ou ainda recuperar perdas recentes. Com giro baixo e baixo volume de custódia, são pessoas empolgadas com a valorização histórica da bolsa. A maioria tem entre 18 e 40 anos.

Fonte: InfoMoney

A Receita Federal em São Paulo começará a autuar os contribuintes que sonegaram imposto sobre a renda obtida com operações na BM&F Bovespa, segundo o jornal Folha de São Paulo. O órgão acredita que em torno de R$ 200 milhões tenham sido sonegados. Declarações corrigidas espontaneamente pelos investidores antes do recebimento do auto de infração estarão livres de multa. Esta multa pode chegar a 150% do valor não pago.
A falta de hábito de investir em renda variável pode ser um dos motivos para a ausência de recolhimento de tributos de uma parcela dos investidores. Em caso de dolo e embaraço para a fiscalização, a multa pode chegar até 225%. Em casos mais graves, indícios de crime contra a ordem tributária serão enviados ao Ministério Público para investigação com fins penais.
Deve-se prestar bastante atenção ao declarar o IR pois há situações em que você poderá deduzir prejuízos resultantes de operações passadas. Procure também não tentar enganar o Leão, há algumas formas inteligentes criadas pela Receita Federal para comparar o que está sendo gerado de IR e o que está sendo declarado de fato.

Confira as principais dicas:

  • Operações daytrade só podem ser compensadas com Day-Trade;
  • Só é devido o imposto de 15% em operações normais sobre operações com ações no mercado à vista se as vendas no mês somarem mais que R$ 20 mil; e 20% em operações Day-Trade se a operação apresentar lucro;
  • Prejuízos em operações normais podem ser deduzidos em meses subsequentes, incluindo em anos – calendário posteriores;
  • Prejuízos em operações Day-Trade podem ser deduzidos em meses subseqüentes, mas somente no mesmo ano – calendário (ou seja, até dezembro).

Prazo para Recolhimento

O imposto deverá ser apurado mensalmente e pago até o último dia útil do mês subseqüente ao da apuração.
Isto significa que, mensalmente, o investidor deve efetuar o controle de suas posições de ações, verificando todas as operações de venda/alienação realizadas e o respectivo resultado auferido (ganho líquido ou perda), considerando-se as demais regras aqui descritas.

Quem deve recolher o imposto

A responsabilidade do recolhimento é do próprio contribuinte, excetuando-se aquele já retido na fonte. O imposto é devido sobre os ganhos líquidos auferidos por qualquer beneficiário, inclusive pessoa jurídica isenta, em operações realizadas nas Bolsas de Valores, de Mercadorias, de Futuros e assemelhadas, existentes no País.

Resumo das alíquotas

Caio Faria