Por Telma Marotto e Felipe Frisch, Bloomberg*
As bolsas recuam na Ásia e operam sem uma tendência definida na Europa, impactadas pelas dificuldades dos líderes europeus em equacionar a crise de dívida da região e antes da divulgação de indicadores do mercado de trabalho dos EUA.
O governo americano divulgará dado que deve mostrar que a maior economia do mundo contratou em janeiro menos trabalhadores do que em dezembro, segundo estimativa de economistas pesquisados pela Bloomberg. Outro relatório deve indicar que a taxa de desemprego ficou inalterada no mês passado, perto do menor nível em três anos, segundo pesquisa da Bloomberg.
Na Europa, os ministros das finanças de quatro países — Alemanha, Finlândia, Luxemburgo e Holanda — vão se reunir hoje em Berlin, segundo um porta-voz do ministério das finanças da Alemanha.
“Ainda há muitos ventos contrários em termos de crescimento global”, disse Belinda Allen, analista de investimento sênior da Colonial First State Global Asset Management, em Sidnei. “O maior deles é a aplicação do risco em torno do pacto fiscal na Europa e negociações sobre acordo da dívida grega. Temos que ver se os dados dos EUA continuam melhorando antes de nos sentirmos mais confiantes”.
O primeiro ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, disse que as negociações da Grécia com seus credores sobre a troca de dívida são “ultra difíceis” e que as ações para conter a crise adotadas na reunião de cúpula do dia 30 foram “insuficientes”. Os líderes europeus vão precisar tomar outras medidas quando se reunirem novamente em março, disse Juncker em discurso ontem em Luxemburgo.
O euro caminha para uma queda semanal frente as 16 principais moedas com a dificuldade da Grécia em atingir um acordo com seus credores sobre a troca de dívida. O iene é negociado perto do maior nível pós-guerra, aumentando especulações de que o governo japonês poderá intervir no mercado para enfraquecer a divisa. Os dólares australiano e neozelandês caíram, após atingirem quase o maior nível em cinco meses.
O petróleo opera hoje perto da estabilidade, negociado próximo ao menor nível em seis semanas, com os investidores aguardando os dados que serão divulgados nos EUA.
*Extraído do informe Mercado Hoje da Bloomberg – 03/02/2012













